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Autores buscam apoio para livro Memorial do Bairro Santa Luzia

Foto: FJBrugnago

Flávio José Brugnago

Flávio José Brugnago é Editor chefe do JDV e na bagagem carrega mais de 40 anos de profissão. 

O Bairro Santa Luzia completou em julho os 100 anos da chegada da primeira família à comunidade. Houve culto ecumênico em memória dos pioneiros com apresentação de três painéis fotográficos que registravam algumas famílias e casais pioneiros, testemunhos de fé e eventos do bairro, apresentados pelo Frei Álido Rosá, que ao longo das últimas décadas, junto com o seu irmão Lauro e outros residentes no bairro, levantaram informações, relatos orais e outros dados da rica história de Santa Luzia.

O centenário foi marcado também por uma sessão solene itinerante da Câmara de Vereadores e inauguração do marco histórico próximo da Capela Santa Luzia. O bairro possui também um museu que conta a história dos colonizadores e dos instrumentos utilizados nas lavouras e em breve terá também o seu livro histórico. Sim, o livro com cerca de 600 páginas é o mais completo registro, fruto do trabalho paciente de Frei Álido Rosá e Lauro, para perpetuar a história e a memória de Santa Luzia.

O livro está pronto, mas falta o principal, o patrocinador. O projeto de captação pela Lei Rouanet está aprovado e pelo menos duas empresas já se predispuseram a colaborar, mas não cobre o valor necessário. Frei Álido e o irmão, Lauro Rosá, tem buscado os recursos financeiros, a título de incentivo à cultura, tanto de pessoas físicas e empresas que pagam o imposto de renda.

O título da publicação é “Memorial do Bairro Santa Luzia – Os Herdeiros da Duquesa”. A ideia inicial é imprimir mil exemplares, mas dependendo do valor captado, pode ser menos, informou Lauro Rosá. Segundo ele, informações sobre o incentivo via Lei Rouanet pode ser solicitado para Marilene Giese (Prefeitura) e Sílvia Toassi Kita (Arquivo Histórico), apoiadoras do projeto. Contatos com Lauro pelo telefone 3370-7955.

LIVRO – O conteúdo do Memorial do Bairro Santa Luzia é riquíssimo. É um trabalho paciente de busca de informações, imagens e relatos orais das raízes da comunidade, como registra o Frei Álido. O trabalho se baseia na família, escola e religião, com capítulos da importância do colono e também do cavalo para locomoção e tração para o labor na roça.