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Romance histórico traz descrições reais de fatos ocorridos na região

Foto: Isandro Fiamoncini

Flávio José Brugnago

Flávio José Brugnago é Editor chefe do JDV e na bagagem carrega mais de 40 anos de profissão. 

Cariporã. Este é o nome do livro lançado em 2018 pelo professor e doutor José Kormann, residente em São Bento do Sul. É o segundo exemplo da série de romances históricos e parapsicológicos que enfoca a tríade história, romance e parapsicologia. Esta publicação traz importantes temas como Corupá e municípios vizinhos, o Rio Itapocu e os afluentes que o formam, os morros, as cachoeiras com os saltos d’água, as grandes enchentes, as grutas e cavernas. Foca, também, São Tomé, o apóstolo de Cristo, que sob o título de Pai Sumé teria andado por essas terras, a Revolução Federalista, sequestros e crimes, os Campos da Cruz, a Guerra do Contestado e o sucesso dos três filhos de Cariporã.

A montante do Rio Novo (em Corupá) ficava a ilha dos índios guaranis chamada Cariporã, que significa branca bonita. Conta Kormann que ali vivia uma moça branca, muito bonita, como também era a ilha, que foi destruída pelas “máquinas do progresso” em 2016. “Esta ilha, Cariporã, era o lugar no qual os índios guaranis acampavam e o lugar era assim respeitado por todos os demais silvícolas que frequentavam aquela região em época de comércio”, registra o escritor. O livro é considerado romance histórico e parapsicológico e trata de importantes fatos históricos de Corupá, Jaraguá do Sul, São Bento do Sul, Rio Negrinho e outras cidades da região. Traz, igualmente, recortes de relatos da Revolução Federalista, a cruel Guerra do Contestado e emocionantes e dramáticos casos de amor e o sucesso dos valentes filhos da bela Cariporã.

A excelente obra chegou ao editor do JDV ao acaso. Era o final de domingo, 8 de junho, na Chiesetta Alpina, já escurecendo e no fechamento do monumento ao imigrante ao público, surge José Kormann acompanhado do seu antigo professor, o Padre Pedro Paulo Dias, que mora atualmente no Noviciado Nossa Senhora de Fátima, na Barra do Rio Cerro. Com a apresentação, Kormann presenteou o editor com um livro, autografado mesmo no escuro. Foi um presente para fechar com chave de ouro o domingo intenso de voluntariado na Chiesetta.