Saúde

Saúde revela dados de mortalidade por DCNT em Conferência Alimentar

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Flávio José Brugnago

Flávio José Brugnago é Editor chefe do JDV e na bagagem carrega mais de 40 anos de profissão. 

Tendo como tema central “Vozes, diretos e fome”, o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional realizou na quarta-feira e ontem a Conferência Municipal, no Centro Empresarial. Na manhã de ontem, um dos palestrantes, Luís Fernando Medeiros, do setor de Planejamento da Secretaria Municipal de Saúde apresentou dados sobre a taxa de mortalidade prematura (30 a 69 anos) causada por Doenças do Aparelho Circulatório, Câncer, Diabetes e Doenças Respiratórias Crônicas (conhecidas como DCNT). As 376 mortes registradas por DCNT, no primeiro trimestre de 2019, em Jaraguá do Sul, 94 foram por câncer. Das mortes por câncer, 61% (57 casos) envolveram pessoas de 30 a 69 anos.

O palestrante também falou da obesidade e da questão do Índice de Massa Corporal (IMC). “Quanto maior o IMC da pessoa, maior a chance de ela morrer precocemente e desenvolver doenças como diabetes, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, porém, o índice de mortalidade precoce em indivíduos com IMC muito baixo também aumenta, especialmente por causa de doenças infecciosas e dos pulmões”, pondera.

O excesso de peso é fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis, responsáveis por mais de 70% das causas de morte no Brasil. Das internações hospitalares pelo SUS em Jaraguá do Sul, associadas a questões alimentares, no período de janeiro de 2015 a junho de 2019, 29 estavam ligadas à desnutrição e 63 à obesidade.

Os casos de internações por diabetes, doença também associada com obesidade, têm registrado escalada crescente se comparados os anos de 2015, 2016 e 2017. Foram 35, 45 e 53 os casos, respectivamente. Em 2018, foram 47 as internações e, em 2019, considerando-se apenas o primeiro semestre, somam-se 39 os casos.

Sobrepeso e obesidade apresentam índices elevados

Uma pesquisa do palestrante pegou como amostra 1.332 atendimentos em 27 Unidades Básicas de Saúde (UBS) no mês de agosto. Dezenove, ou 1,43% apresentaram o IMC abaixo de 18,5; 355 pessoas (ou 26,65%) tinham o peso normal; 489, ou 36,71% apresentaram sobrepeso; 466 ( ou 35%) apresentaram obesidade de grau I. Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) de junho apontam que 35% da população jaraguaense apresentava sobrepeso e outros 36% tinham obesidade. “Sobrepeso, obesidade e o ganho de peso na fase adulta são fatores de risco para 13 tipos de câncer”, finaliza Medeiros.