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Coluna 28/09/2017

Um casal nos altares

No domingo passado, dia 18 de outubro o Papa Francisco canonizou o casal Luis e Zélia Martin, pais de Santa Terezinha do Menino Jesus. Ele era relojoeiro; ela rendeira: de origem burguesa, santos por eleição. Luís Martin (1823-1894) e Zélia Guérin (1831-1877). O encontro entre os dois acontece em mil, oitocentos e cinquenta e oito, na ponte de São Leonardo em Alençon, França. Ao ver Luís, Zélia percebeu distintamente que ele seria o homem da sua vida. Casaram-se após poucos meses de noivado e conduziram uma vida conjugal no seguimento do Evangelho, ritmada pela missa quotidiana, pela oração pessoal e comunitária, pela confissão frequente e participação na vida paroquial.

Da sua união nascem nove filhos, quatro dos quais morreram prematuramente. Entre as cinco filhas que sobreviveram está Teresa, a futura santa, que nasceu em mil, oitocentos e setenta e três. As recordações da carmelita sobre os seus pais são uma fonte preciosa para compreender a sua santidade. A família Martin educou as suas filhas a tornar-se não só boas cristãs mas também honestas cidadãs. Zélia era da Terceira Ordem Franciscana e desde cedo, ensinou as suas filhas a oferecerem seus corações ao bom Deus e a simples aceitação das dificuldades diárias «para agradar a Jesus». Aos quarenta e cinco anos, Zélia recebe a terrível notícia de que tinha um tumor no seio. Viveu a doença com firme esperança cristã até à morte ocorrida em agosto de mil, oitocentos e setenta e sete.

Com cinquenta e quatro anos, Luís teve que se ocupar sozinho da família. A primogênita tem dezessete anos e a última, Teresa, tem quatro anos e meio. Transferiu-se, então, para Lisieux, onde morava o irmão de Zélia. Deste modo, as filhas receberam os cuidados da tia Celina. Três de suas filhas foram para o Carmelo. O sacrifício maior para ele foi afastar-se de Teresa que entra para as carmelitas com apenas quinze anos.O trabalho mais admirável de Luís é como educador. E a aceitação da vontade de Deus para com as suas filhas e em sua própria aventura espiritual é um grande exemplo. Ele não coloca nenhum obstáculo para a vocação de suas filhas e a considera como uma graça muito especial concedida à sua família.luís morreu aos vinte e nove de julho de mil, oitocentos e noventa e quatro, encontrando sua forma de oferecer tudo ao Senhor, inclusive no sofrimento.

Família que se preze aprende a viver o cotidiano, sem pretender coisas altas demais. Dificuldades econômicas? Quem não as tem? Enfermidades? Fazem parte dos limites da natureza humana. Exigência de criatividade para manter o próprio lar? Continua válida a estrada para todos, pois aprendemos a nos virar! Crises do relacionamento, mais frequentes ainda, especialmente em nossos dias. Família santa reza unida, busca a luz do Evangelho, experimenta a graça do perdão recíproco, cultiva as alegrias cotidianas com serenidade. A família pode ser missionária quando o clima de oração e de participação na Igreja abre os corações de todos para as necessidades da Paróquia, ou quando os filhos aprendem a compartilhar os bens em benefício do esforço evangelizador da Igreja e com os mais necessitados.

(Fonte Zenit, Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo Metropolitano de Belém do Pará) São Luís e Santa Zélia, roguem por nós!


Denise M. Peixer Safanelli

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