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Coluna 31/01/2018

Qual é a sua inflação?

Caro leitor, sabes qual foi a inflação do ano passado? Para teres ideia, fazem 20 anos que não se tinha uma inflação tão baixa no Brasil. A inflação em 2017 ficou em 2,95%. Acredito que muitos leitores devem estar se questionando porque não ‘viram’ o efeito nos seus bolsos.
A explicação dada pelos técnicos é de que uma super safra produziu uma queda no preço dos alimentos (-4,85%), este é o item de maior peso no índice, sendo que é considerado que representa em média 25% das despesas de uma família.

Contudo, vários outros produtos que compõem a cesta do IBGE e que são utilizados para o índice IPCA tiveram aumento. O botijão de gás aumento 16%, já os planos de saúde subiram 13,5%. Para quem tem crianças, a média da inflação dos preços das creches foi de 13,2%.
Aqui está a frase mais importante deste artigo: “Cada pessoa/família terá o seu próprio índice de inflação”. A cesta de consumo, ou seja, moradia, alimentação, educação, lazer entre outros é composta de um jeito para o João e de outro jeito para o José. Como isto? É simples, cada pessoa possuirá um estilo e hábitos de consumos único, e por isso, que cada um terá sua própria inflação. A inflação que é divulgada pelo IBGE é uma média nacional, e cabe ao leitor saber se a sua inflação está abaixo da média nacional, acima ou no mesmo padrão.

Vejamos um exemplo, João sabe que o gasto dele com moradia e transporte é de 20% e 32% do orçamento, respectivamente. A título de conhecimento o IBGE estabeleceu para estes itens os seguintes percentuais: 14,62% e 20,54%. E aqui o leitor não precisa ser um expert em economia para chegar a simples conclusão de que caso não consiga compensar estes excessos com os demais itens, é claro que a inflação do João será maior do que a oficial.

Cresci escutando do meu pai, as seguintes palavras: “Não existe milagre. Só existe um jeito: gastar menos do que se ganha”. E para conseguires isto, também somente há um caminho, que é o da disciplina, o hábito de cada dia, cada semana, cada mês, lembrar disto, e ser firme nos seus objetivos. Desejo que o leitor aprenda a gastar menos do que ganha. Se estiver gastando mais do que ganha, e possui dívidas, talvez alguns leitores, possuam valores que acreditam serem impagáveis, faço o convite para que repense seu estilo de vida, e determine um plano de ação e coloque em prática. Se precisares de ajuda, sinta-se à vontade para entrar em contato através do e-mail ao final deste texto.

Haverá momentos de desespero e de que o leitor irá pensar: “não conseguirei ter uma vida financeira equilibrada”. Porém, é neste momento, que deverás ser forte e manter a ‘rédea’ curta com o seu orçamento. Tenha paciência e busque resolver seus problemas financeiros de acordo com a sua capacidade financeira. A graça de teres uma vida financeira equilibrada depois de um certo tempo (pode ser 1 ano, pode ser 3 anos, pode ser 5 anos ou até mais) não tem preço, é um sentimento único de cada pessoa. Lembre-se de determinar prazos e valores que sejam possíveis de cumprir de acordo com seu orçamento.

O grande desafio que cada um tem é o de saber viver de acordo com a cesta de consumo que caiba no seu bolso. Desejo que o leitor tenha sucesso na sua vida financeira pessoal.

Sinta-se à vontade para enviar questionamentos para o e-mail: cmwatzko@hotmail.com.


Cristiano Mahfud Watzko

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