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Coluna 14/02/2018

7 lições de Pai para filho

Recentemente li um texto na Internet que tinha o seguinte título: “7 lições de dinheiro que todo pai deveria ensinar aos filhos”. O primeiro parágrafo continha as seguintes palavras: “A proporção de filhos que continuam morando na casa dos pais na faixa dos 24 aos 35 anos passou de 21,2% em 2004 para 24,5% em 2013, segundo o IBGE. O dado pode preocupar alguns pais que esperam que nessa idade seus filhos já tenham conquistado sua independência financeira e eles a tranquilidade da aposentadoria”.

Buscando encontrar uma informação mais atualizada, encontrei que em 2015, o percentual era de 25,3%, ou seja, de cada 4 jovens, 1 (um) continua morando com os pais enquanto está na faixa dos 24 aos 35 anos. Para muitos especialistas, um erro a ser evitado é não continuar a oferecer o mesmo conforto que os filhos tinham na infância durante a fase adulta. É certo que quanto mais cedo o (a) filho (a) aprender a ter obrigações a serem cumpridas em relação ao dinheiro, a liberdade financeira irá ocorrer mais naturalmente.

Abaixo listo as 7 lições que podem e irão ajudar o (a) garoto (a) andar com as próprias pernas.

1) Use a mesada para ensiná-los a administrar o dinheiro: A mesada é um excelente instrumento de educação financeira, contudo somente entregar o dinheiro todo mês na mão dos filhos sem nenhuma orientação, também não funciona. Como sugestão dê o dinheiro e explique que é para pagar o lanche da escola durante a semana, e de que o objetivo do (a) garoto (a) é de não acabar antes do fim de semana.

2) Ensine a ter paciência: Se o jovem pedir dinheiro que ultrapasse o limite da mesada, é o momento de ensiná-lo a ter paciência. Pode-se sugerir para fazer uma tarefa remunerada, como roçar o gramado ou lavar o carro. Além da lição da paciência, também haverá a lição de que para se atingir objetivos é necessário se esforçar.

3) Entrada na faculdade é divisor de águas: Assim que o jovem ingressar na faculdade, incentive-o a buscar estágios e experiências profissionais remuneradas. Quando o jovem iniciar o trabalho remunerado, é hora de diminuir a mesada ou até cessar o benefício. Importante: A mudança não deve ser vista como punição, mas comemorada e explicada pelos pais como uma etapa para a vida adulta.

4) Recompensas devem ter condições: Pais que queiram gratificar os filhos, seja porque passaram em um vestibular concorrido, ou porque conseguiram um bom emprego, devem dar algo que eles podem dar, e não algo que o filho exija.

5) Comece a dividir as contas da casa: Com o primeiro salário na mão, além de repassar ao filho a responsabilidade pelas suas despesas, como a mensalidade da academia e a conta do celular, os pais também podem e devem incentivar a divisão de contas da casa. Que tal sugerir ao filho de que ele contribua com o pagamento da conta de água ou ajude a pagar uma parte do valor da conta de luz? Talvez num primeiro momento ele (a) não goste, mas com o tempo ele passará a sentir orgulho de estar contribuindo com as despesas da casa.

6) Evite ao máximo concessões: No caso de eventuais descontroles do (a) filho (a) com relação ao dinheiro, os pais devem ser firmes para não ceder a pedidos extras. Concessões pontuais podem ser feitas, desde que seja exigido algo em troca.

7) Casal deve entrar em acordo: O casal deve concordar sobre o modo como irão incentivar o filho a encarar suas responsabilidades financeiras.

Faça bom uso das lições acima, e que tal colocar todas em prática, ou pelo menos uma delas em prática? Tenho certeza que fará bem para seu próprio bolso, e principalmente para o bolso dos seus filhos. Sinta-se à vontade para enviar questionamentos para o e-mail: cmwatzko@hotmail.com.


Cristiano Mahfud Watzko

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