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Coluna 10/10/2018

Política

SURPRESA – Eleito com 87.345 votos, o candidato do PSL, Fábio Schiochet, foi a boa surpresa da eleição de domingo. Sem nunca ter disputado uma eleição e com um partido montado há poucos meses e com pequena estrutura, sem tempo na propaganda oficial e sem fundo partidário, mas embalado pela “Onda Bolsonaro”, Fábio vai representar a região nos próximos quatro anos em Brasília, ao lado de Carlos Chiodini (MDB). Em Jaraguá ele fez 21.721 votos (25,82% dos votos válidos), enquanto Chiodini, com 18.399, fez 21,87%. Leandro Schmöckel Gonçalves, com 14.637 votos (17,40% dos válidos), foi o terceiro em Jaraguá.

SURPRESA 1 – Os três juntos somaram 65,09% dos votos para deputado federal. Mas, nada menos do que 209 candidatos beliscaram votos em Jaraguá. Para deputado estadual, onde infelizmente apenas Vicente Caropreso foi eleito, 373 candidatos foram votados. Foram votos pulverizados que acabaram faltando para eleger um segundo ou terceiro deputado. Vicente fez 17.545 votos em Jaraguá, ou seja, 3.198 votos a menos do que em 2014 (20.743). Dieter somou 15.327 sufrágios, Fedra 8.995, Adrianinho Junckes 6.906 e Jonas Schmidt 2.777 votos.

SURPRESA 2 – Carlos Chiodini, embora eleito deputado federal com 97.613 votos, não teve muito sucesso em sua principal base eleitoral. Jaraguá do Sul deu-lhe apenas 18.399 votos no domingo, ou 1.149 votos a mais do que na campanha para deputado estadual em 2014, que somou 17.250. Essa dificuldade era sentida e a preocupação era visível nas lideranças do MDB e da coligação. Foi o mais bem votado do MDB. A estadualização do nome por conta do período em que foi secretário de Estado e a força da mobilização possibilitou-se a eleição.

SURPRESA 3 – O vento da mudança soprou forte também para governador. Mauro Mariani despontava como líder na pesquisa e acabou na terceira colocação e fora da disputa. Carlos Moisés da Silva, o Comandante Moisés, do PSL, roubou a cena política. Fez 31.299 votos em Jaraguá (37,20% do total de válidos), enquanto Merísio somou 24.180 (28,74%), Mariani 19.253 (22,88%) e Décio Lima 7.104 (8,44%). Para o Senado foram eleitas as duas raposas Esperidião Amin e Jorginho Mello. Raimundo Colombo e Paulo Bauer foram varridos da cena.

SURPRESA 4 – Para a disputa do governo do Estado, o Comandante Moisés, do PSL, que não aparecia entre os primeiros nas pesquisas, tirou a vaga de Mariani e no dia 28 tem todas as chances de vitória contra Gélson Merísio, que tem uma penca de partidos coligados. O PSL está sozinho, igual à Bolsonaro, que disputa com Fernando Haddad a presidência do Brasil. Na sexta-feira (12) começa a propaganda no rádio e na TV, agora com tempos iguais para todos. É a chance de o eleitor conhecer melhor os candidatos e suas propostas para o mandato.

SURPRESA 5 – Voltando ao Fábio Schiochet, muitos não o conhecem, mas votaram nele, aliás, a maioria em todos os candidatos 17, o que proporcionou o que os analistas políticos chamam de tsunami. O PSL elegeu quatro deputados federais e seis estaduais, além de colocar o Comandante Moisés com um pé no Palácio Santa Catarina. Seu candidato a senador, Lucas Esmeraldino, disputou voto a voto com Amin e Mello. Por muito pouco não se elegeu. Foi um alerta para a velha política. O povo cansou e o voto é a principal arma de expurgo que tem.

SURPRESA 6 – Schiochet deve participar na quinta-feira de encontro com Bolsonaro, que vai reunir todos os eleitos do PSL e aqueles que já lhe depositaram apoio. Será no Rio de Janeiro. O principal assunto, claro, é o segundo turno da eleição, tanto no plano federal quanto no estadual. Se Bolsonaro for eleito e pelo que parece está se encaminhando para isso, Fábio terá passe livre com o presidente. Certamente Carlos Chiodini também deve apoiar o que, para a região, será muito positivo. A BR-280 está à espera da aceleração das obras. É uma das demandas.


Flávio José Brugnago

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