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Coluna 19/10/2018

Política

VEM, NÃO VEM – Gélson Merísio, candidato do PSD que alcançou o melhor resultado na corrida para o governo do Estado no primeiro turno, retorna a Jaraguá do Sul na segunda-feira para um encontro com empresários, às 16h. A Acijs convidou, também, o Comandante Moisés, por meio de ofício, mas até o início da tarde de ontem não havia recebido resposta. Extraoficialmente sabe-se que não virá. As entidades empresariais de Guaramirim, Schroeder e Massaranduba também haviam convidado o candidato do PSL, que viria na tarde de ontem, o que não se concretizou.

VEM, NÃO VEM 1 – Moisés estaria às 14h em Guaramirim e no início da noite em Joinville. Não veio. Talvez seja estratégia de campanha, haja vista que tem grandes chances de levar a eleição no dia 28 de outubro. Corre a boca pequena que o Comandante Moisés, como Bombeiro Militar, quer evitar confronto e comprometimento com cidades onde os Bombeiros Voluntários são fortes e existe uma resistência grande à entrada do CBM, como é o caso de Jaraguá do Sul e Joinville. É uma pena. Todos gostariam de conhecer e ouvir Moisés e suas propostas de governo.

DESORIENTADOS – A “lavada” que o MDB levou nas eleições do dia 7, deixando o candidato a governador Mauro Mariani em terceiro lugar na corrida governamental causou desconsolo geral entre os correligionários. Nunca passou pela cabeça dos emedebistas uma situação dessas, principalmente aqueles acostumados a cargos de confiança, ou que pensavam em usufruir de algum espaço caso Mauro chegasse ao segundo turno e ganhasse. Agora vão ter que entrar na fila do Sine. Restam as Prefeituras do partido, mas pelo andar da carruagem, não vão ter moleza.

DESORIENTADOS 1 – Não apenas no governo do Estado, mas também no Senado, Paulo Bauer e Raimundo Colombo ficaram na fila. No aspecto regional, eles ficaram devendo durante o mandato. Colombo, principalmente, foi uma decepção. O eleitor não é mais bobo. Está cansado das mesmas caras e deu o troco nas urnas. A faxina não foi completa. Em 2022, com certeza, a vassourada vai ser grande também, salvo se os eleitos fizerem bem o dever de casa. É preciso ficar de olho. O político não é eleito para ser servido, mas para servir. Está havendo inversão de valores.

INTOLERÂNCIA – Para quem acompanha as redes sociais fica estarrecido com a intolerância das duas partes que disputam a presidência da República e em menor escala, em nível estadual. A divisão entre “nós” e “eles” não é nada boa. Passadas as eleições é preciso apaziguar a Nação. O exagero está nas duas partes. Bolsonaro e Haddad não são os candidatos dos sonhos, mas são o que chegaram ao segundo turno. É a regra: ou é 17 ou 13. Um deles sobe a rampa do Palácio do Planalto no dia 1º de janeiro e vai governar o Brasil nos próximos quatro anos.

EMPRÉSTIMO – Tem gente que chiou com a aprovação do empréstimo de 50 milhões de dólares junto ao CAF (Banco Andino) pelo Município de Jaraguá do Sul, que dará, como contrapartida, mais US$ 12,5 milhões. É um valor considerável, com vantagens em relação às taxas, carência e prazo de pagamento. O dinheiro não será liberado de uma única vez. O mandato do Antídio sentirá o gostinho do dinheiro, mas serão os próximos gestores que investirão o maior volume. Embora possa parecer loucura, pelo valor elevado, a municipalidade agiu certo. Se não tem dinheiro, empresta.

SEGURANÇA – A Justiça Eleitoral uniformizou a orientação para o encaminhamento de queixas relativas à eventual mau funcionamento das urnas eletrônicas no dia 28 de outubro, quando ocorre o segundo turno. A queixa de qualquer eleitor sobre eventual defeito ou mau funcionamento da urna deverá ser apresentada imediatamente ao mesário, ou ao presidente da seção eleitoral. Este fará o registro em ata descrevendo a urna e a situação apresentada, bem como comunicará o fato ao juiz eleitoral.

SEGURANÇA 1 – Então o correto a fazer, em caso de algum problema com a urna eletrônica, é chamar alguém da seção eleitoral, fazer o registro, procedimento que permitirá que se apure a causa. Ficar espinafrando depois pelas redes sociais de que houve fraude ou defeito, sem uma prova concreta, não é o melhor caminho. É preciso denunciar possíveis problemas, mas também ter coerência.


Flávio José Brugnago

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