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Coluna 01/03/2019

Política & Políticos

Dívida histórica 1

Sucessivos governos federais acumulam uma dívida histórica com Santa Catarina em obras de infraestrutura rodoviária. A passos de tartaruga, a duplicação de 74 quilômetros da BR-280, é o exemplo mais recente. As outras três rodovias federais que cortam o Estado estão em petição de miséria. A BR-101, trecho Sul, demorou 14 anos para sua conclusão, causando prejuízos incalculáveis à economia catarinense. Antes, o traçado atual entre Garuva e Florianópolis foi um parto de mais de 20 anos, uma obra interminável que começou nos anos 1950 e inaugurada em 1971. Na hora de liberar os recursos, o governo priorizou a BR-3, entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais. E a duplicação desta rodovia, de Garuva à Palhoça, só saiu porque políticos e empresários de todos os ramos de atividades foram a Brasília questionar o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Com repercussão na imprensa nacional.

Dívida histórica 2- Mesmo que inacabada até hoje, a obra foi entregue em 1999. E isso serve como exemplo no caso da SC-108, que precisa ser recuperada o mais breve possível no trecho que desabou na Vila Freitas, em Guaramirim. Porém, o que vimos, até agora, são atos isolados perpetrados ora pela Associação dos Vereadores do Vale do Itapocu, ora pela Associação de Municípios do Vale do Itapocu, ora pela classe empresarial.

Dívida histórica 3- Cada qual com um pedaço de papel na mão- e é assim que os governantes enxergam o que eles mesmos rotulam como prioridade nas campanhas eleitorais- apelando por soluções. Ora, não temos que pedir nada, temos que exigir, isso sim! É de direito, visto as fortunas em impostos que pagamos. Mas, com tantos exemplos, ainda não aprendemos que resmungar atrás da porta não leva a lugar nenhum.

Efeito roubalheira- Intermediado pelo empresário condenado Norberto Odebrecht, o BNDES, nos governos Lula e Dilma Rousseff (PT), emprestou para, Angola (África), U$S 2 bilhões. O país foi governado por 37 anos com mão de ferro pelo ditador José Eduardo dos Santos (na foto com Dilma. Parte da grana (US$ 97,1 milhões) ele usou para a mansão onde mora. Com menos de 10% deste valor daria para duplicar os primeiros trechos das BRs 280 e 470, por exemplo.

Urgente! - Deputados do PT, MDB e PP sugerem ao governador Carlos Moisés da Silva (PSL) o uso de parte da receita originada em multas de trânsito e de sobras orçamentárias da própria Assembleia Legislativa, do Judiciário e Tribunal de Contas para a recuperação da malha rodoviária estadual. Entre 2013 e 2018, a conservação de rodovias estaduais e federais em SC custou a fortuna de R$ 5 bilhões. E estão como estão. Imprestáveis.

Celesc- A reestruturação administrativa da Celesc não implica em qualquer interrupção dos serviços prestados hoje, demissões ou subordinação sem que a autonomia de cada região seja mantida. Quem garante é o ex-gerente regional, Wagner Felipe Vogel, agora à frente do núcleo Norte, em Joinville, em entrevista ao JDV. Mas, o Sindinorte e a Associação Beneficente dos Empregados da Celesc, insistem em dizer que se trata de privatização da empresa.

Idosos - Até 2030, 30% da população de Santa Catarina será de idoso. Comparando, o Estado tem, hoje, 6,7 milhões de habitantes. A longevidade também traz mais problemas de saúde, mais consumo de remédios. Para cuidar disso, a Assembleia Legislativa foi criada a Comissão de Defesa dos Direitos do Idoso, da qual faz parte o deputado Vicente Caropreso (PSDB).

Urbanizando -Loteamentos irregulares (não confundir com clandestinos) implantados ao longo de décadas obrigam as prefeituras, por força de lei federal, a prover água, energia elétrica e ruas pavimentadas. É o caso de Jaraguá do Sul, agora investindo R$ 1,3 milhão na pavimentação e infraestrutura em 17 áreas. É o custo do desleixo de governos passados.

Positivo- No Presídio Regional de Jaraguá do Sul, presos produzirão mudas de hortaliças em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Abastecimento. Serão distribuídas para hortas comunitárias. Aliás, uma delas, exemplar, está localizada bem em frente ao Presídio. Criado no meio rural, o prefeito Antídio Lunelli (MDB) apoia integralmente a proposta.

Laranja- A ex-candidata a deputada federal, Rejane Terezinha Bueno (PRB), fez apenas 414 votos. Seu nome estava na urna mas teve a candidatura indeferida por falta de documento. Segundo o jornal “O Globo” ela recebeu R$ 592 mil do Fundo Partidário e teria gasto R$ 228 mil em santinhos. Em dobradinha com o presidente estadual do partido, Sérgio Mota, bispo da Universal que se elegeu deputado estadual.

Parlamento- O presidente Jair Bolsonaro(PSL) vai assumir o papel de garoto propaganda da Reforma da Previdência a pedido de líderes dos partidos aliados. Bolsonaro tem credibilidade (ainda) junto à população, mas eles não. E, claro, para aprovar as mudanças, é preciso ter apoio, também, fora do parlamento.


Celso Machado

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