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Coluna 11/04/2019
Imagem: Divulgação

Política & Políticos

Tragédia- Dados da secretaria estadual da Saúde, coletados com as secretarias municipais, apontam que hoje, em Santa Catarina, mais de 900 mil pessoas estão à espera de cirurgias, consultas e exames pelo SUS, na maioria oferecido pelos hospitais filantrópicos todos atolados em dívidas e credores do Estado, que não paga em dia.

Pois é- A Frente Parlamentar da Segurança Pública e Privada da Assembleia Legislativa vai retomar velha discussão sempre empurrada para debaixo do tapete: se um jogo de futebol é evento privado, em local privado (o estádio) por que a Polícia Militar tem de prover segurança e não os clubes?

Consenso- Depois de muitas bicadas e ranger de dentes, o consenso deve predominar na eleição do diretório estadual do PSDB dia 4 de maio. Já no MDB é esperada a volta de Pinho Moreira de Paris. Na terça-feira (16) ele tem agenda com a bancada do partido na Assembleia Legislativa.

É isso- E a SC-108 segue interditada. O conserto da pista não é responsabilidade da Prefeitura de Guaramirim, o Estado diz que não tem R$ 3 milhões para fazer a obra e a Defesa Civil Nacional, com orçamento de R$ 73 bilhões, limitou-se a reconhecer o estado de emergência.

Desmanche do Procon

A proposta de reforma administrativa enviada à Assembleia Legislativa pelo governador Carlos Moisés (PSL) prevê a transformação do Procon estadual em uma diretoria subordinada à Secretaria do Desenvolvimento Econômico Sustentável, onde a prioridade é o desenvolvimento empresarial. Polêmica pela sua origem, a proposta põe em risco, segundo a deputada Ada de Lucca (MDB), por falta de estrutura própria, o convênio mantido com o Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor e, por extensão, o trabalho integrado com os 94 procons municipais, entre eles os de Jaraguá do Sul, Schroeder, Guaramirim e Massaranduba. Além de outros 95 postos de atendimento. Desde 2006, já são mais de um milhão de procedimentos.

Ou vai ou racha- Como 94% das despesas do governo federal são obrigatórias e com o crescimento das despesas previdenciárias (e não só aposentadorias e pensões) na ordem de R$ 50 bilhões ao ano, ou se aprova a Reforma Previdenciária ou a economia do país entra em colapso. O diagnóstico sombrio, como tantos outros, é do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), acrescentando que só assim será possível garantir mais recursos da União aos municípios. Ou seja, a pirâmide de gastos só será invertida freando o crescimento das despesas.

Vai esperando 1- Na 23ª Marcha a Brasília atrás de recursos federais, o que sempre deu em nada e que termina hoje (11), mais de oito mil municipalistas, entre prefeitos, vereadores e secretários estão na capital do país. Santa Catarina bateu o recorde entre todas as delegações, com 449 inscritos, entre eles 164 prefeitos. Há 23 anos eles vão e voltam e, só. De novo só a conta dos melhores hotéis e restaurantes, além das passagens aéreas, táxi e etecétera.

Vai esperando 2-O trecho urbano da BR-280, entre a Weg Química e a Ponte do Portal, volta ao rol das “prioridades” do governo do Estado. Já o era há cerca de oito anos, no primeiro governo de Raimundo Colombo (PSD) quando a obra foi anunciada. Inclusive com garantia (do próprio) de R$ 100 milhões reservados no orçamento. Nem um metro saiu do papel até hoje. Com o Estado financeiramente à mingua, quem ainda acredita nisso a médio prazo?

E não é?- A deputada Ana Campagnolo (PSL) tem marcado sua atuação na Assembleia Legislativa com discursos e propostas polêmicas. Sem deixar barato as investidas do PT, principalmente, contra o governo de Carlos Moisés (PSL). Agora é signatária de projeto de lei que vai dar no que falar. “Escola sem Drogas”, entre outras coisas, exige que o professor, ao ser contratado, apresente exame toxicológico. “Se formos falar das universidades públicas, não restam dúvidas que as drogas são um problema grave”, argumentou.

Ver e crer- Se (ainda) dá para acreditar em promessas de políticos, essa impacta positivamente no bolso de milhões de consumidores de gás liquefeito. Paulo Guedes, ministro da Economia, afirma que em dois anos o botijão de 13 quilos custará a metade, hoje entre R$ 63,00 e R$ 70,00, dependendo da região no caso de Santa Catarina. Para isso, garante, o monopólio da Petrobras para refino do gás e das distribuidoras será quebrado.

Moisés e Garcia - Governador Carlos Moisés(PSL) e o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD) percorrem, separadamente, o Estado. Moisés, a convite de deputados, para conhecer de perto demandas das regiões que representam. Garcia discursando sobre o papel da Alesc e por aí vai já de olho na disputa majoritária de 2022. Pelo que se sabe, nenhum dos dois têm agenda em Jaraguá do Sul nesse semestre.


Celso Machado

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