08 de setembro de 2010  










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PM já recolheu seis mil pedras de crack Imprimir E-mail
08 de fevereiro de 2010
Jaraguá do Sul – O consumo de drogas vem crescendo consideravelmente nos últimos anos em Jaraguá do Sul. A Polícia Militar tem procurado evitar que a droga saia das mãos do traficante e chegue ao consumidor.
Conforme a Polícia Militar, em 2009 foram apreendidos seis mil pedras (ou dois quilos) de crack, 20 quilos de maconha e pelo menos 400 gramas de cocaína. A maior quantidade da droga que foi tirada de circulação na cidade estava nas mãos de traficantes.
O crack é a droga mais consumida atualmente na cidade, segundo o tenente João Carlos Sell, que comandou uma operação de incineração de drogas há pouco mais de uma semana. É uma droga feita a partir da mistura de cocaína com bicarbonato de sódio. É fumada e chega ao sistema nervoso central em dez segundos, devido ao fato de a área de absorção pulmonar ser grande.
Em relação ao seu preço, é uma droga mais barata que a cocaína e tão potente quanto a cocaína injetada. Cada grama rende três pedras. A forma de uso do crack também favoreceu sua disseminação, já que não necessita de seringa — basta um cachimbo, na maioria das vezes improvisado, como uma lata de alumínio furada, por exemplo.
O usuário de crack se torna completamente viciado na droga em pouco tempo. No momento em que a policia vai abordar o usuário, ele consegue facilmente se desfazer dela, ao contrário da maconha, que tem volume maior e geralmente é encontrada com usuários em forma de cigarros ou da cocaína em papelotes.

A indústria dos furtos como moeda de troca

Jaraguá do Sul - Neste ano, foram pelo menos duas grandes apreensões em Jaraguá do Sul. A última, na semana passada, além de uma certa quantidade de drogas, a Polícia encontrou dezenas de objetos provenientes de furtos, praticados para sustentar os viciados. O preço médio por pedra é R$ 10,00. Para conseguir este dinheiro, a maioria dos viciados é obrigada a praticar crimes como arrombamentos e furtos, assaltos e outros de maior gravidade.
No caso do dia 29, pelo menos 17 policiais foram usados para a prisão dos traficantes e até mesmo um caminhão baú foi necessário para transportar os produtos supostamente furtados. Três pessoas – entre elas uma mulher – foram presas acusadas de tráfico.
Entre os objetos que serviam como moeda de troca por droga estavam 17 pares de calçados, cinco celulares, dois MP4, aparelho de TV, micro systen, aparelho de DVD, home theather, forno microondas, um PlayStation II, estojos de DVD, CD e CD de jogos, estojo com dez ferramentas, mochilas, relógios de pulso, bicicletas, várias correntes, anéis e colares dourados, uma webcam e quatro facas.




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