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Notícia . Política 30/10/2018
Imagens: Divulgação

Moisés e Messias no comando de Santa Catarina e do Brasil

“De desconhecido à esperança de um Estado inteiro, Comandante Moisés não só fez história, ele também entrou para história como candidato a governador mais votado de todos os tempos em Santa Catarina”. A frase é do próprio partido do governador eleito, Carlos Moisés da Silva, ainda no calor da emoção e comemoração da acachapante vitória obtida no domingo (28), com 71,09% dos votos válidos, ou mais de 2,6 milhões de eleitores catarinenses que optaram pelo “governador do Bolsonaro”.

O presidente da República eleito, Jair Messias Bolsonaro, obteve em Santa Catarina 75,92% dos votos válidos (mais de 2,9 milhões), proporcionalmente a segunda maior do País, atrás do Acre, com 77,22%. Sem filiação partidária até março deste ano, o bombeiro aposentado Carlos Moisés da Silva, 51 anos, entrou no Partido Social Liberal (PSL) para trabalhar na campanha do amigo Lucas Esmeraldino, candidato ao Senado pela sigla e principal apoiador de Jair Bolsonaro no Estado.

Dois dias antes do prazo final para registros de candidaturas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), aceitou a missão de concorrer a governador pelo PSL. Quase oito meses depois da primeira aventura na política, torna-se o governador de Santa Catarina. A chamada onda Bolsonaro o levou ao Palácio Santa Catarina. A posse é no dia 1º de janeiro.

Carlos Moisés da Silva tem 51 anos e nasceu em 17 de agosto de 1967. Casado, é pai de duas filhas. Natural de Florianópolis, é bacharel e mestre em Direito pela Unisul. Também é formado no curso de Formação de Oficiais da Academia da Polícia Militar de SC. O governador eleito venceu por uma diferença de 1.568.937 sobre Gelson Merísio, do PSD, que fez menos votos no 2º do que no 1º turno. Surpreendente. Moisés e Bolsonaro fizeram mais de dois terços dos votos no Estado, um fenômeno não resta dúvidas.

Mais de 16% no Estado e 21% no Brasil se ausentaram das urnas

Na região, a eleição de domingo foi tranquila. Duas urnas em Jaraguá e duas em Guaramirim foram substituídas por problemas técnicos, mas não atrapalharam a votação. Os números em Santa Catarina mostram que dos 5.068.559 eleitores aptos a votar, 83,13% compareceram às urnas e 16,87% se ausentaram, enquanto que em nível Brasil as ausências foram de 21,30%. Dos votos válidos, 71,09%, ou 2.644.179 votos foram para o Comandante Moisés, eleito governador do Estado e 28,91%, ou 1.075.242 votos atribuídos a Gelson Merísio, uma diferença de 1.568.937 sufrágios. Foi a maior votação recebida por um candidato a governador na história de Santa Catarina.

Os votos em branco foram 151.683 (3,60%), votos nulos 342.415 (8,13%) e votos válidos 3.719.421 (88,72%). Para presidente da República, Jair Bolsonaro teve 75,92% dos votos dos catarinenses (2.966.242) e Fernando Haddad 24,08% (940.724). No Brasil, Bolsonaro teve 55,13% dos votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Isso representa 57.797.423 sufrágios contra 44,87% de Haddad (47.040.574). No Estado houve 88.680 votos em branco (2,10%), 221.888 anulados (5,26%) e válidos 3.906.966 (92,64%).

Bolsonaro venceu em 266 cidades catarinenses e Haddad em 29. Ausentaram-se das urnas 31.373.267 eleitores, o que representa 21,30% do total. Os votos em branco representaram 2,14% (2.486.590) e votos anulados 8.608.084, ou 7,43%. Bolsonaro venceu Haddad por diferença de 10,7 milhões de votos e se tornou o 38º presidente da história do Brasil.

Merisio e Haddad são derrotados em todo o Vale

Jaraguá do Sul, cidade polo do Vale do Itapocu, deu 83,23% dos votos para Bolsonaro e 77,16% para o Comandante Moisés. O presidente eleito recebeu 77.242 votos dos jaraguaenses (83,23%) e Fernando Haddad 15.558 (16,77%). Já o governador eleito recebeu 68.439 sufrágios (68.439) e Gelson Merísio 20.261 (22,84%). Na proporção, Massaranduba deu maior percentual de votos para Moisés, 83%, e para Merísio, apenas 17%. Em Corupá, Moisés fez 75,96% dos votos e Merísio 24,04%, praticamente igual à Guaramirim com 76,69% e 23,31%, respectivamente.

A segunda maior votação recebida na região pelo Comandante Moisés foi em Schroeder (79,58%) e 20,42% para Gélson Merísio. Em todas as cidades aconteceram carreatas e comemoração das vitórias, expressando não apenas os números, mas o rompimento com a velha política, com a corrupção endêmica, a falta de ética e contra os desmandos de políticos antigos que contrariam os interesses nacionais e populares.




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