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Notícia . Geral 08/11/2018
Imagem: Divulgação

Guaramirim projeta ações para os próximos 20 anos

“O desenvolvimento de uma cidade ou região não é um resultado automático do crescimento econômico, é resultado das relações humanas, do desejo das pessoas de alcançarem uma melhor qualidade de vida. O associativismo é um dos capitais importantes para esta conquista”. O registro é de Márcia Santim que por mais de seis anos atuou como diretora executiva do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), ao apresentar o Masterplan na Associação Empresarial de Guaramirim, na sexta-feira (26).

Ela esteve acompanhada de Ernesto Berkenbrock, executivo da Fundação Empreender, que é presidida por Ângelo da Silva, ex-presidente da Aciag. O Masterplan está sendo desenvolvido em Guaramirim, Mafra, Rio do Sul e São Bento do Sul e conta com consultoria internacional da Ernst & Young, tendo como objetivo principal preparar as cidades tendo como horizonte o ano de 2038.

A ideia é o desenvolvimento socioeconômico, mas por extensão atingirá outras áreas. O programa tem como objetivo potencializar os setores existentes no município e diagnosticar setores econômicos com potencial de futuro e contribuir para o fortalecimento local e regional, estimulando a competitividade. De acordo com a consultora Márcia Santim, que assessora o Masterplan no bojo da sua experiência no Codem de Maringá, a sociedade civil e o poder público não podem ficar distantes no planejamento do futuro da cidade. “A sociedade civil é a guardiã do planejamento para que este não sofra descontinuidades, porque ele transpassa gestões”, disse.

“Ele não pode ficar só com o Executivo. A participação da sociedade é um capital social essencial como protagonista, ou integrando iniciativas que tenham como foco o desenvolvimento sustentável da cidade. O Masterplan é o planejamento macro e busca o socioeconômico, apoiando também o urbanístico, com diretrizes que podem ser alteradas no curso da sua execução”, completou.

Participação da sociedade é essencial ao Masterplan

A consultora do Masterplan, Márcia Santim, observou durante a apresentação na Aciag, na sexta-feira (26) de que é preciso fazer o empreendedorismo cívico-social que tem por finalidade aumentar o nível de consciência dos cidadãos, o que se obtém por meio da educação. Ela chamou a atenção de que é preciso ficar atento às megatendências, como os avanços tecnológicos, mudanças demográficas e sociais, deslocamento do poder econômico, mudanças climáticas e escassez de recursos também.

“A cidade precisa ficar atenta, com o radar ligado. Não se pode deixar tudo na mão do Executivo, precisa ter a colaboração direta da sociedade civil organizada, olhar além dos muros das casas e das empresas, olhar a cidade como um todo”, registrou. Segundo Márcia Santim, o desenvolvimento socioeconômico é resultado das relações humanas, do desejo e da vontade das pessoas em buscar o melhor para si e para o meio onde vivem, que não pode ficar dissociado. “São as pessoas que formam o capital social de uma cidade e por meio do associativismo deve buscar a identificação das potencialidades, das oportunidades, das vantagens competitivas, mas também conhecendo seus limites, obstáculos e desafios”.

Guaramirim deve investir R$ 450 mil no Masterplan. Com o suporte da Facisc, via Fundação Empreender, e a consultoria de uma das grandes empresas mundiais do setor, a Ernst & Young, durante sete meses. Nesse período será feito o diagnóstico da cidade, levantados os cenários e tendências econômicas e sociais que passam também pela educação, além de workshop com a participação da sociedade civil, para chegar à entrega final do documento.


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