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Notícia . Geral 08/02/2019
Ilustrativa

Vigilância epidemiológica alerta sobre febre amarela

A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, emitiu um alerta reforçando a importância da vacinação contra a febre amarela. O pedido orienta as equipes regionais e municipais de saúde a intensificarem as ações de vigilância da doença. Além disso, o alerta também ressalta que todos os moradores do Estado, com idade superior a nove meses de idade, devem procurar um posto de saúde para tomar a vacina contra a doença. Idosos com mais de 60 anos devem buscar orientação médica.

A preocupação se dá por que a Secretaria da Saúde do Paraná confirmou o primeiro caso de febre amarela no Estado. Um jovem, de 21 anos, que não havia tomado a vacina, contraiu a doença. Antes disso, as autoridades locais já haviam notificado a morte de dois macacos pelo vírus da febre amarela. Os animais foram encontrados em Antonina, no litoral do Paraná. A chance é de que, como já está circulando no Estado vizinho, o vírus pode chegar até Santa Catarina, explica o gerente de zoonoses da DIVE/SC, João Fuck.

Desde o segundo semestre de 2018, após recomendação do Ministério da Saúde, todo Santa Catarina tornou-se Área com Recomendação de Vacinação para febre amarela, antes apenas 162 municípios integravam a área. Com a ampliação, os moradores de todos os 295 municípios catarinenses precisam estar imunizados contra a doença, que pode matar. A vacinação contra a febre amarela ainda está abaixo do esperado no Estado. Desde setembro do ano passado, quando foi iniciada a ampliação da vacinação no Estado, até o dia 15 de janeiro deste ano, apenas 10,6% da população catarinense que deveria se vacinar procurou os postos de saúde. Nas quatro primeiras etapas de ampliação, 216.905 pessoas das 2.046.324 que deveriam tomar a vacina foram imunizadas.

Mais 68 mil precisam tomar a vacina em Jaraguá

Dos 111 mil jaraguaenses a serem vacinados contra a febre amarela, apenas 43 mil já foram imunizados, faltando 68 mil pessoas que até o momento não procuraram uma unidade de saúde. Os números são preocupantes, de acordo com a gerente de Vigilância Epidemiológica, Fabiane da Silva Ananias, ainda mais depois de o Paraná confirmar o primeiro caso da doença no fim de janeiro. A Secretaria de Saúde de Jaraguá está preparada com doses da vacina para imunizar a população, bastando, para isso, que as pessoas com idade entre 9 meses e 59 anos compareçam no posto de saúde mais próximo com carteira de vacinação e documento de identidade. Há previsão de que o vírus da febre amarela chegue em breve ao Estado. Aquelas pessoas que já se vacinaram, mesmo que há dez anos ou mais, não precisam comparecer no posto de saúde. A dose é considerada única.

Município de Schroeder fará mobilização da população contra a doença dia 16

Preocupada com a possibilidade real de a febre amarela chegar a Santa Catarina em face da proximidade do caso confirmado no Paraná, a Secretaria de Saúde de Schroeder vai realizar no dia 16 de fevereiro, um sábado, o “Dia D de Vacinação”. Até sexta-feira (1º) o total de 6.364 schroedenses havia tomado a vacina contra a febre amarela, mas a meta é superior a 13 mil, considerando a população-alvo.

Segundo Lúcia Kersten Brümüller, do setor de imunização da unidade de saúde central, no “Dia D” as portas do posto do Centro estarão abertas das 8h até o meio dia e das 13h às 16h30min, para que as pessoas ainda não vacinadas possam ser imunizadas contra a doença.
Devem ser vacinadas pessoas a partir dos nove meses até os 59 anos de idade. A partir dos 60 anos a vacina contra a febre amarela será oferecida apenas aqueles com prescrição médica. “Naquele dia teremos um profissional médico na unidade que vai avaliar as condições e dizer se pode ou não tomar a vacina”, avisa Lúcia.

A vacina é contraindicada em crianças menores de seis meses de idade, gestantes, mães que amamentam crianças com até seis meses, doença febril aguda com comprometimento do estado geral de saúde, quem tem histórico de reações a ovos de galinha e seus derivados e gelatina, imunodeficiência congênita ou secundária por doença (neoplasias, Aids e infecção pelo HIV), ou por tratamento com drogas imunossupressoras.

“Para esses casos, o médico vai orientar”, comenta Lúcia, observando que independentemente do “Dia D”, no terceiro sábado de fevereiro, as unidades de saúde do Centro e Centro-Norte (Marisol) dispõe diariamente da vacina contra a febre amarela e no posto de Schroeder I, nas segundas e terças-feiras.


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