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Notícia . Especiais 08/02/2019
Imagem: Divulgação

Helicóptero do governador vai transportar órgãos humanos

O governador Carlos Moisés assinou na quarta-feira (6) um convênio que permitirá utilizar para transporte de órgãos o helicóptero alugado até então exclusivamente para locomoção do chefe do Executivo catarinense. O governador explicou que o atual contrato de aluguel da aeronave condiciona o pagamento de ao menos 25 horas mensais de voo e que, diante do tempo ocioso do equipamento, foi sugerido pela Casa Militar outra utilização.

Desde o início do mandato, em 1º de janeiro, Moisés não voou com o helicóptero. Trata-se de um modelo Esquilo com capacidade para quatro passageiros. O número de doadores em Santa Catarina cresce desde 2005. Apenas nos últimos seis anos, houve um incremento de 50% na taxa de doadores efetivos, que passou de 27,2 por milhão de pessoas, em 2013, para 40,9 no ano passado.

Essa evolução está ligada à crescente solidariedade do povo catarinense e às ações de educação promovidas pela SC Transplantes com os profissionais dos hospitais. “É muito importante que a comunicação com a família seja bem-feita, e que ela se sinta acolhida. Muita gente acha que a doação de órgãos só beneficia o receptor. Mas, não é verdade. A doação de órgãos dá sentido e alivia a dor de quem perdeu um ente querido”, coloca Andrade.

MAIS FREQUENTES - No ano passado, de acordo com dados da SC Transplantes, foram 1.217 procedimentos, e os transplantes mais frequentes foram de córnea (462), rim (284) e fígado (135). Em Santa Catarina, seis hospitais realizam o procedimento (em Blumenau, Joinville, Florianópolis, Chapecó, Jaraguá do Sul e Itajaí).

“Nos últimos 14 anos, em 11 fomos os líderes no Brasil, e nas outras três ficamos em segundo. Se Santa Catarina fosse um país, estaria entre os cinco do mundo com maior taxa de doadores de órgãos, na companhia de nações como Espanha, Croácia e Malta”, explica o coordenador estadual da SC Transplantes, Joel de Andrade.

Hospitais de Jaraguá com 32 notificações e 13 doações

Os investimentos em logística e em treinamentos das equipes dos hospitais responsáveis pela identificação de potenciais doadores e abordagem junto às famílias, são os fatores determinantes para os resultados alcançados. Em 2018, em Santa Catarina, houve 581 notificações ao SC Transplantes, dos quais 287 efetivados, ou seja, 51% de órgãos doados.

A macrorregião Nordeste de SC teve 122 notificações de morte encefálica e 60 doações, a maior do Estado. Dos doadores, 166 eram masculinos e 121 femininos e a faixa etária predominante foi a de 50 a 64 anos. O Hospital São José, de Jaraguá do Sul, registrou 29 notificações e 12 doações de órgãos efetivas. O Hospital Jaraguá com três notificações e uma doação. O São José realizou três transplantes de fígado. Os dados são das estatísticas da SC Transplantes.


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