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Notícia . Especiais 15/12/2017
Estudantes da Escola Professor Henrique Heise trabalham o Jornal do Vale do Itapocu em sala de aula. Foto: ISANDRO FIAMONCINI/JDV

JDV nas escolas é ferramenta de aprendizado

Sem qualquer ônus para as escolas ou Secretaria de Educação, uma parceria entre o Jornal do Vale do Itapocu e escolas da rede municipal de ensino de Jaraguá do Sul tem contribuído de forma positiva para um aprendizado mais eficiente da leitura. E não apenas isso. Na prática, o hábito de ler o jornal em sala de aula, somado à interpretação das notícias do dia a dia e das fotos que ilustram as reportagens deixa os alunos informados sobre a realidade da sua rua, do seu bairro e da sua cidade. Mesmo que a escola se localize em regiões distantes da região central da cidade.

A Escola Municipal Professor Henrique Heise, localizada na área rural do município (Rio da Luz II) e distante cerca de 20 quilômetros do Centro, é um dos exemplos positivos da presença do JDV na sala de aula em atividades já incorporadas à grade curricular. E que, pela própria realidade da região, é diferenciada das escolas do perímetro urbano. O professor Paulo César da Silva aplica ações práticas para alunos do 4° e 5° anos, com idades entre 9 e 11 anos, usando o JDV. “Temos tido um progresso notório no aprendizado de português e da leitura interpretativa”, observa Silva. Por extensão, segundo o professor, isso também tem despertado nos alunos o interesse pelas notícias de outros pontos da cidade. A escola está entre as poucas que também ensinam sobre a história de Jaraguá do Sul, de sua fundação aos dias atuais associados às disciplinas de História e Geografia.

A proposta se estenda às famílias

A ideia de usar o jornal como ferramenta de aprendizado, segundo o professor Paulo Silva, não se limita às paredes das salas de aula. Ao contrário, estende-se às casas dos alunos onde pais, mães e até avós passaram a ser “cúmplices” dos filhos. “Nós temos alunos que levam o jornal para casa, quando há exemplares disponíveis. E que depois nos contam sobre como algumas notícias foram comentadas entre a família. Ou observações sobre determinadas fotografias. Isso é muito rico culturalmente falando, é gratificante, é compensador”, disse o professor.

Silva dá um exemplo prático e positivo sobre como uma informação motivou alunos a um concurso de desenhos e pinturas com temas sobre a importância da água lançado pelo Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) para escolher frases sobre o Dia Mundial da Água. Como resultado, a escola se destacou como dois alunos premiados. “Um erro no registro da idade acabou por desclassificar uma aluna. Com ela, teríamos três prêmios. E por que participamos? Porque a informação sobre o concurso estava em uma das edições do JDV, sem isso, nem saberíamos”, exemplificou o professor Silva.

Ensino da língua alemã

Além do JDV na sala de aula, a Escola Henrique Heise tem outro diferencial: é pioneira na rede municipal escolar na implantação de um projeto de ensino da língua alemã em aulas semanais, disse a coordenadora Miriam Honorato, por se localizar em uma região onde a comunidade descendente de alemães é predominante. “Mesmo assim, com o tempo o idioma foi se perdendo”, disse, acrescentando que em futuro próximo a experiência será levada a outras escolas da rede municipal de ensino. (A predominância de um idioma sobre outro pode ocorrer por várias razões, seja pela convivência diária com outras etnias, seja pelo não uso da língua em ambientes de trabalho ou, até, pelo desinteresse das famílias em preservá-lo).

Escola comemorou 102 anos de existência

Em 1º de junho de 2017 a EMEB Professor Henrique Heise comemorou 102 anos de sua criação. Em 1915, segundo registros históricos, era conhecida como “Escola da Comunidade”, em alemão “Schulgemeinde”. Seus dois primeiros professores foram Carl Haffner e Paulo Rahn. O tempo passou e até 2003 a escola ainda era multisseriada, com turmas de anos diferentes (1ª a 4ª série) em uma mesma sala de aula. No ano seguinte abriu as primeiras vagas para jardim da infância e pré-escola.

Em 2007 passa por obras de reforma e ampliação (o que ocorreu também em 2011), já com o nome atual dado no ano anterior. O patrono, professor Henrique Heise, nasceu em Berlim (Alemanha) e veio para o Brasil com 19 anos de idade. Por alguns anos morou e trabalhou em Vila Itoupava (Blumenau) e início do século 20 veio morar no Rio da Luz onde lecionou entre os anos de 1920 e 1935 na escola de mesmo nome.

Líder comunitário destacou-se na organização da Sociedade Recreativa Rio da Luz, escrevendo peças teatrais. Era casado com Ida Boelter Heise. O casal teve nove filhos. Heise morreu no dia 14 de maio de 1951 na mesma localidade que adotou para viver e trabalhar, aos 82 anos de idade, em consequência de hemorragia cerebral (Acidente Vascular Cerebral).

Por que você gosta de ler jornal?

”Ler o jornal é bom porque mantém a gente informada. E, também, facilita no aprendizado da leitura” Geovana de Sousa Krüger, 10 anos

"É importante para a gente aprender a ler melhor e se informar. Em casa, os meus pais ajudam” Deivis Andriel Pasold Stankiewitz, 10 anos

“É bom porque podemos nos informar sobre as notícias e melhorar a nossa leitura” Isabel Manuela dos Santos, 10 anos

Texto: Celso Machado | Fotos: Isandro Fiamoncini


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