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Notícia . Eventos 08/03/2018
Mais de 300 pessoas participaram do lançamento do Brasil 200 no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul. Foto: FJBrugnago/JDV

Flávio Rocha lança o Brasil 200 em Santa Catarina

O empresário potiguar Flávio Gurgel Rocha, CEO do Grupo Riachuelo, esteve na noite de terça-feira (6) no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul para o lançamento do Movimento Brasil 200 em Santa Catarina, em evento organizado pelas Associações Empresariais de Jaraguá do Sul, Blumenau e Joinville. O Movimento foi lançado no dia 17 de janeiro em nível nacional e conta com a adesão de importantes personalidades do meio empresarial, político e intelectual, em defesa de uma agenda liberal para o país.

Mais de 300 pessoas acompanharam e aplaudiram as colocações do empresário, no Grande Auditório Eggon João da Silva. Segundo ele, "o Brasil 200 anos é um movimento apartidário da sociedade civil, de brasileiros que amam o país e sabem que amar a nação não é fechar os olhos para seus problemas ou buscar soluções fáceis e erradas para problemas complexos e graves".

Segundo ele, "não defendemos nomes, lutamos por ideias. Qual país você quer na comemoração do bicentenário? Em quatro anos não é possível fazer tudo, mas é possível fazer muito. E é isso que o Brasil 200 anos está propondo: uma mobilização da sociedade para que a classe política conheça as demandas da população e se comprometa com elas no próximo mandato".

Flávio Rocha frisou que não se trata de um movimento ideológico, mas um conjunto de princípios sustentado por valores sólidos e que refletem o pensamento majoritário da população e não de grupos de pressão ou que lutam por privilégios privados à custa do bem público. "O Brasil precisa de ideias que gerem oportunidades para todos, que tirem as amarras do espírito empreendedor dos brasileiros que trabalham ou que querem trabalhar". Defende a livre iniciativa, redução da carga tributária, implantação de reformas estruturantes e de um Estado mínimo e que assegure condições de crescimento econômico sustentável.

Somos vítimas da máquina insensível do não fazer, dos privilégios

Flávio Rocha diz que o Brasil vive numa angústia paralisante onde uma aristocracia burocrática quer subjugar 98% da população que "puxa a carruagem", que trabalha, gera imposto e emprego. "Somos vítimas da máquina insensível do não fazer, de um estado ineficiente que não gera riquezas e que quer manter privilégios. O Brasil é hoje o 153º país mais hostil para investimentos. Nos últimos anos perdemos espaços e empobrecemos", disse.

O empresário do Rio Grande do Norte está em cruzada pelo Brasil levando as ideias. "É uma luta contra a irracionalidade de uma minoria que defende uma ideologia superada. Mas, temos força para virar o jogo. Estamos muito próximos do abismo, não só no lado econômico que está se erodindo, mas também de valores morais e familiares. Precisamos verbalizar contra essa inversão de valores, desse marxismo cultural".

Rocha assegura que a sociedade pode mudar esse estado de coisas. "Ela quer isso, é perceptível. Somos mais fortes do que imaginamos, mas temos de ser protagonistas para assumir o processo e virar a página da história. O estado não quer livrar-se dos privilégios, mas temos a responsabilidade de mudar, de sair da noita", disse. Ao final recebeu das mãos dos presidentes Giuliano Donini (Acijs), Moacir Thomazzi (ACI Joinville) e Adelino Lombardi (ACI Blumenau) uma lembrança da sua participação no lançamento estadual do Movimento em SC.

Rocha disse que está faltando o candidato óbvio às eleições

O dono da varejista do vestuário Riachuelo, Flávio Gurgel Rocha disse que está faltando o candidato óbvio para as eleições de outubro, que seja liberal no discurso econômico e conservador nos costumes. Ele respondeu a alguns questionamentos do público e, ao final, provocado sobre a possibilidade de ser candidato a presidente do Brasil, declarou que não se furtaria do desafio em nome da nova independência do Brasil. “Não temos pretensão eleitoral. Na minha juventude até ousei lançar uma candidatura heroica em nome de um ideal. Hoje, a existência do Movimento Brasil 200 me poupa desse sacrifício. Mas, nada impede de o Movimento evoluir para uma candidatura para valer. Até mesmo a minha”, disse.

Durante a sua apresentação citou que patrão e empregado não são antagonistas, mas aliados no esforço de produção. “O conflito que gerou este movimento foi a negação do “nós contra eles”, pobre contra rico, Nordeste x Sudeste, conflito racial, de gênero. O conflito que existe e que o Movimento quer disseminar é entre quem produz versus parasitam. Os que puxam a carruagem contra quem está em cima da carruagem”.Rocha observou que o estado deixou de ser servidor e está voltado aos seus privilégios. “O Movimento acredita que não é possível que uma grande maioria de 98% não consiga dar um basta e exigir desse pessoal que desça da carruagem e ajude a gente a puxá-la”.









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