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145 anos da nossa brava gente: Orgulho da farda que estampa o 14º BPM

Assim como nos dias atuais, as ocorrências de perturbação eram comuns na época, acidentes de trânsito e além de assaltos a bancos que aconteciam com frequência na região entre 1993 a 1997

25/07/2021

Por

Jornalista apaixonada por cultura e segurança pública

A farda que o médico sempre honrou, é usada todos os dias com bravura pelo subtenente do 14º Batalhão de Polícia Militar (BPM) do setor de planejamento operacional, Adriano Carvalho Pacheco, de 50 anos.

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Os primeiros relatos sobre a chegada da força policial no Vale do Itapocu remontam do ano de 1901, quando o soldado Gabriel de Moraes, após ter participado da Revolução Farroupilha, ingressou na Força Pública do Estado, sendo enviado para o Distrito Policial de Jaraguá do Sul.

Segundo Pacheco, em 1986, a PM de Jaraguá tornou-se 3ª companhia do 8º Batalhão, sediado em Joinville. Após 16 anos, a então 3ª Companhia, foi elevada e nomeada a 14º Batalhão de Polícia Militar de Santa Catarina, criado através do decreto lei nº 2.721, de 30 de julho de 2001, e denominado Tenente-Coronel Leônidas Cabral Herbster através do decreto nº 5.286, de 4 de julho de 2002.

O subtenente lembra que na época eram duas viaturas e não se tinha tanta tecnologia como se tem hoje.

“Trabalhava-se muito bem com o que se tinha. E a demanda de ocorrências era menor também, devido a população ser menor”, relata.

Assim como nos dias atuais, as ocorrências de perturbação eram comuns na época, acidentes de trânsito e além de assaltos a bancos que aconteciam com frequência na região entre 1993 a 1997.

“As agências bancárias não tinham porta giratória, segurança, câmera, não tínhamos o efetivo que temos hoje e nem a capacidade de vigiar, então íamos para rua sabendo que teríamos que atuar nessa ocorrência e muitas vezes em apoio a cidades da região como São Bento do Sul, Pomerode, Corupá”.

Conforme Pacheco, os policiais iam para as ocorrências sem o colete balístico, hoje item obrigatório, mas que na época não tinha.

“As pessoas certas estavam nos lugares certos para resolver os problemas. Bem ou mal se resolvia”.

O colete se tornou obrigatório a partir de 2000, após o assalto do ônibus 174, no Rio de Janeiro.

Entre as diversas ocorrências que já atuou como policial, uma que o marca até hoje foi de um assassinato de uma criança recém-nascida, onde a mãe desenvolveu depressão pós-parto.

“Ali vi que o mundo não é cor-de-rosa. Por mais técnico que você seja, tem coisas que fogem do seu alcance”.

Devido a atuação exemplar das forças de segurança – Polícias Militar e Civil – que Jaraguá do Sul é uma cidade tranquila e segura, onde se pode andar à noite sem medo.

O subtenente atribui essas qualidades além da parceria entre os órgãos de segurança, patrulhamento tático e evolução tecnológica, às pessoas, pois ao ver algo suspeito, elas repassam a central e essa característica de sociedade amiga do 14º BPM, Pacheco espera que nunca se perca.

No próximo capítulo, você conhecerá como foi a criação da Scar.

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