Femusc 2026 terá ópera brasileira inédita, saiba mais sobre o espetáculo
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Femusc 2026 terá ópera brasileira inédita, saiba mais sobre o espetáculo

Maria Eduarda Günther

/ Por Maria Eduarda Günther

Em 2026, o palco do Femusc será tomado pela força da floresta. “Onheama”, nova ópera do festival, mergulha na mitologia amazônica para contar uma história de escuridão, coragem e renascimento.

A obra é assinada pelo renomado compositor João Guilherme Ripper e tem como base o poema “A infância de um guerreiro”, do escritor amazonense Max Carpenthier. A trama gira em torno de Iporangaba, um jovem indígena que parte em uma missão épica para restaurar o sol engolido por uma onça – símbolo da escuridão que toma conta do mundo.

“Como toda lenda, é uma metáfora poderosa. Todos nós vivemos momentos de escuridão e precisamos encontrar dentro de nós o herói ou heroína capaz de trazer de volta o brilho”, explicou o diretor artístico do festival, Alex Klein.

Uma façanha feita em duas semanas

No Femusc, a montagem de uma ópera é um dos maiores feitos logísticos e artísticos do evento. A cada edição, a equipe tem apenas duas semanas para transformar partituras e roteiros em espetáculo completo, com orquestra no fosso, cenário, iluminação e figurino.

Klein contou ao JDV no começo do ano, que os preparativos para “Onheama” já iniciaram. Os cantores selecionados já começam a memorizar a obra a partir de setembro, para encarar cerca de 200 horas de ensaio durante o festival no próximo ano.

O teatro da Scar, em Jaraguá do Sul, é peça-chave para que a magia aconteça. “A gente consegue brincar com luzes, trocar cores de cena, fazer mágica no palco porque alguém lá atrás decidiu colocar o que há de melhor em equipamento técnico. Isso virou parte do diferencial do festival – e motivo de orgulho para a cidade”, destaca Klein.

Alex Klein no teatro da Scar, durante preparativos do Festival de Música de Santa Catarina
Alex Klein, diretor artístico do festival | Foto: Divulgação/We Art

Como isso impacta sua vida?

A montagem de “Onheama” coloca Jaraguá do Sul no mapa das grandes produções líricas do Brasil, reforçando o papel cultural e técnico do Femusc. Para o público, é a chance rara de ver no palco uma ópera brasileira que une ancestralidade, arte contemporânea e um trabalho coletivo de excelência – tudo feito aqui, com a cara da floresta e a alma da cidade.

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