‘Escondido’ há décadas, maior túnel ferroviário de SC volta a ganhar vida
Fotos: Prefeitura de Apiúna/Divulgação
O patrimônio ferroviário de Apiúna começa a ganhar novo fôlego com a recuperação de uma de suas estruturas mais emblemáticas. O antigo túnel da Estrada de Ferro Santa Catarina (EFSC), situado na localidade de Ribeirão Carvalho, está sendo revitalizado pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio, Turismo e Cultura. A iniciativa busca resgatar a memória histórica da ferrovia e ampliar o potencial turístico do município.
Intervenções devolvem acesso e visibilidade ao túnel
Os trabalhos em andamento incluem a limpeza completa da área, a abertura da via, a macadamização do trecho e a implantação de dois novos acessos ao túnel. A ação também contribui para a melhoria da mobilidade no entorno e para a valorização do espaço, que permaneceu encoberto pela vegetação por décadas após o fim das operações ferroviárias.


Um marco da Estrada de Ferro Santa Catarina
Com aproximadamente 260 metros de extensão, o túnel de Ribeirão Carvalho é o maior de toda a EFSC. A obra levou cerca de dois anos para ser concluída e foi oficialmente inaugurada em 13 de novembro de 1954. À época, representou uma importante solução de engenharia para vencer a forte inclinação do terreno, reduzindo o esforço das locomotivas e aumentando a segurança do tráfego ferroviário.
Importância técnica e histórica da estrutura
O túnel foi projetado para aliviar a carga das composições e garantir maior eficiência no funcionamento da ferrovia, desempenhando papel estratégico no transporte de cargas e passageiros. A EFSC permaneceu em operação até 1971, quando foi desativada, encerrando um ciclo fundamental para o desenvolvimento econômico e social da região.
Revitalização mira turismo e preservação da memória
Com a recuperação da estrutura, o município pretende integrar o túnel a futuros roteiros turísticos e culturais. A proposta é transformar o local em um ponto de visitação que valorize a história ferroviária e fortaleça a identidade de Apiúna, preservando um legado que marcou profundamente a formação da cidade e do Vale do Itajaí.