De Mamonas Assassinas a Charlie Brown Jr: 16 shows insanos que a Notre Dame trouxe para Jaraguá do Sul
Esses 16 shows mexeram com Jaraguá do Sul. Você foi em algum?
Foto: Divulgação/Arquivo Notre Dame – Show da banda Mamonas Assassinas
A lendária Notre Dame não foi apenas uma boate de sucesso em Jaraguá do Sul. Ela se tornou um verdadeiro símbolo da vida noturna e cultural da cidade, promovendo eventos que marcaram gerações. Durante as décadas de 1990 e 2000, sob a liderança visionária de César Silva, Jaraguá do Sul se tornou a cidade que mais recebia shows em todo o estado de Santa Catarina. Muitos desses shows históricos aconteceram dentro da boate ou sob a chancela da Notre em outros espaços, sempre com o selo de qualidade e ousadia que o público reconhecia de longe.
Reunimos 17 shows icônicos promovidos pela Notre que ajudaram a transformar Jaraguá em rota de grandes nomes da música nacional e internacional. Prepare-se para uma viagem no tempo.
1. Mamonas Assassinas
Um dos shows mais comentados da história de Jaraguá. Os Mamonas explodiram nas paradas com hits irreverentes e letras que beiravam o absurdo cômico. Quando subiram ao palco sob o comando da Notre, levaram uma multidão ao delírio no Estádio João Marcatto. A apresentação foi insana: cheia de trocas de figurino, danças hilárias e um carisma que arrebatava até os mais céticos. Um momento raro e inesquecível para quem teve a sorte de presenciar.

2. Charlie Brown Jr.
Com Chorão ainda no auge da energia e do espírito rebelde, o show do Charlie Brown Jr. foi um manifesto de atitude. O palco virou pista de skate emocional, com letras que dialogavam diretamente com a juventude jaraguaense. Músicas como “Zé Ninguém” e “Proibida pra Mim” foram cantadas em coro, numa apresentação visceral, cheia de autenticidade. Chorão interagiu com a galera, desceu do palco, falou sobre sonhos. Foi mais que show. Foi catarse.

3. Planet Hemp
Marcelo D2 e BNegão comandaram uma noite explosiva. Com letras afiadas, batidas pesadas e discurso social forte, o show do Planet Hemp foi um marco na cena alternativa de Jaraguá. Não era apenas entretenimento: era provocação, desafio, manifesto. Rodas punk e gritos de liberdade marcaram a noite que, até hoje, é lembrada como uma das mais energéticas promovidas pela Notre.
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4. Paralamas do Sucesso
Com um setlist recheado de clássicos como “Lanterna dos Afogados” e “Meu Erro”, os Paralamas entregaram uma apresentação técnica e emocionante. A voz de Herbert Vianna, ainda antes do acidente que mudaria sua vida, preenchia cada canto do espaço. O público, de todas as idades, cantava junto. Era uma noite onde a poesia se misturava ao som impecável, e onde a Notre se transformou num templo do rock brasileiro.

5. O Rappa
Com sua mistura de reggae, rock e beats eletrônicos, O Rappa lotou o espaço. O vocal potente de Marcelo Yuka e depois de Falcão trouxe letras densas e impactantes. Foi um show que fez pensar e dançar ao mesmo tempo. A música “Pescador de Ilusões” foi cantada como um hino, com os braços levantados. Era som de favela, de alma e de gente que queria algo a mais. A energia foi indescritível.

6. Jota Quest
O pop elegante e solar do Jota Quest invadiu Jaraguá com força total. A voz de Rogério Flausino que mesmo com o pé quebrado, embalou casais, adolescentes e famílias inteiras. O repertório, com músicas como “Fácil” e “Na Moral”, fez a pista virar um grande coral. O clima era de festa boa, de verão, de alegria contagiante. Para muitos, foi o primeiro show da vida. Para outros, foi o show que selou romances, amizades e memórias.

7. Ira!
Com Nasi endiabrado no palco e Edgard Scandurra afiado nas guitarras, o show do Ira! foi cru, direto e cheio de personalidade. Hinos como “Flores em Você” e “Envelheço na Cidade” criaram uma atmosfera de nostalgia urbana, meio punk, meio existencial. O público se dividia entre os que pulavam enlouquecidamente e os que choravam. Foi uma noite intensa, ácida e inesquecível.

8. Papa Winnie
Direto do Caribe, Papa Winnie trouxe charme, ritmo e sotaque internacional ao palco. Seu hit “Rootsie & Boopsie” fez a galera cantar mesmo sem entender tudo. Era a música que atravessava línguas. Com danças envolventes e simpatia, ele conquistou até quem não conhecia seu trabalho. Foi uma noite leve, colorida e inesperadamente marcante.

9. Pato Fu
A sutileza criativa da banda mineira conquistou o público jaraguaense com um show delicado e inventivo. Fernanda Takai, com sua voz doce e postura firme, levou canções como “Depois” e “Sobre o tempo” para o centro da emoção coletiva. Era um show diferente, mais introspectivo, mas profundamente tocante. Quem esteve lá saiu transformado.

10. Raimundos
O caos organizado do Raimundos ainda com Rodolfo nos vocais, explodiu no palco. Misturando forró, punk e muito bom humor, a banda levou Jaraguá à loucura. Músicas como “Puteiro em João Pessoa” e “Eu Quero Ver o Oco” fizeram a galera suar, pular, se jogar na roda. Foi uma noite onde a Notre virou mosh pit e a ordem era apenas uma: se divertir sem limites.

11. Engenheiros do Hawaii
Com letras filosóficas e arranjos melódicos, Humberto Gessinger e banda proporcionaram uma noite contemplativa e musicalmente rica. “Infinita Highway” ecoou como uma jornada pessoal para muitos ali. Era um show para ouvir com o coração e com a mente. Um dos mais “inteligentes” e emocionantes já promovidos pela Notre.

12. Cidade Negra
O reggae romântico de Toni Garrido encontrou eco em corações apaixonados. “A Sombra da Maldade” e “Firmamento” criaram um clima de praia dentro da cidade. O público dançava devagar, de olhos fechados, sentindo cada batida. Uma noite para quem ama música com alma e boas vibrações.

13. Carrapicho
No auge do sucesso com “Tic, Tic Tac”, a banda amazonense levou ritmos do Norte para o Sul com alegria e carisma. Um show folclórico e pop ao mesmo tempo, que fez crianças, jovens e adultos dançarem juntos. Foi uma das noites mais ecléticas da história da Notre, e um exemplo de como a diversidade musical também é potência cultural.

14. RPM
Com clima oitentista, sintetizadores marcantes e a voz de Paulo Ricardo em plena forma, o show do RPM foi uma ode à memória musical de uma geração. “Olhar 43” e “Rádio Pirata” foram cantadas com emoção por quem cresceu ouvindo a banda. Um show nostálgico e impecável, daqueles que ficam na pele.

15. The Outfield
Pouca gente acreditou quando o anúncio saiu: uma banda britânica dos anos 80 em Jaraguá? Mas foi real. “Your Love” incendiou a pista, e a banda mostrou profissionalismo, carisma e sonoridade impecável. Um show internacional raro, que provou que a Notre podia tudo.

16. Belchior
A voz rouca, os versos densos e a presença introspectiva de Belchior criaram uma noite única. Era um show mais silencioso, mas de escuta ativa. “Apenas um Rapaz Latino-Americano” virou confissão coletiva. Foi um show para refletir sobre o tempo, a vida e a poesia do cotidiano.

Como isso impacta sua vida?
Relembrar esses shows é resgatar a força cultural que Jaraguá do Sul já viveu. É entender que a cidade já esteve no radar de grandes turnês e eventos, com produções ousadas e memoráveis. Valorizar essa história é manter viva a esperança de que o futuro cultural da região volte a ser tão vibrante quanto seu passado.
Max Pires
Já criei blog, portal, startup… e agora voltei pro que mais gosto: contar histórias que fazem sentido pra quem vive aqui. Entre um café e um latido dos meus cachorros, tô sempre de olho no que importa pra nossa cidade.