Cotidiano | 27/01/2026 | Atualizado em: 27/01/26 ás 16:55

Victor Meirelles: o pintor catarinense que era um dos artistas preferidos de Dom Pedro II

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Victor Meirelles: o pintor catarinense que era um dos artistas preferidos de Dom Pedro II

Fotos: Domínio Público | Montagem: JDV

Nascido em Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis), em 18 de agosto de 1832, Victor Meirelles deixou sua marca pintando obras de extrema importância para a história nacional, como a Primeira Missa no Brasil (1860) e a Batalha dos Guararapes (1879).

Vindo de uma infância simples, o filho de Antônio Meirelles de Lima e Maria da Conceição dos Prazeres, imigrantes portugueses, mostrou-se interessado por desenho desde pequeno, sendo incentivado pela família e autoridades próximas a seguir seu sonho.

Ainda jovem, com 14 anos, ingressou na Escola Imperial de Belas Artes do Rio de Janeiro, e aos 21, foi para França e Itália continuar os estudos.

Relação com a família imperial

O quadro “A Primeira Missa no Brasil” foi feito em Paris e baseava-se na famosa carta de Pero Vaz de Caminha. Este trabalho é tido como o primeiro trabalho de relevância de Meirelles. Uma marca do artista é pintar quadros de grandes dimensões. A “Primeira Missa”, por exemplo, tinha 2,7 por 3,5 metros. Outros tantos passariam dos 8 metros de largura.

Quando retornou ao Brasil, Meirelles já tinha sua genialidade amplamente reconhecida e logo Dom Pedro II tornou-se seu mecenas. Como resultado desse prestígio, foi nomeado professor da Academia Imperial de Belas Artes do Rio de Janeir. Dessa forma, recebeu diversas encomendas da família imperial, como “O casamento da Princesa Isabel” e “O Retrato do imperador”. 

Primeira Missa no Brasil | Foto: Domínio Público

Meirelles, com o passar dos anos, deu continuidade ao gênero pintura-histórica, no qual se destacou. Na segunda metade do século XIX, o Brasil passava pelo período Romântico, momento em que a figura do índio era exaltada nos livros e na arte. O artista, então, pinta “Moema”, em 1866, inspirado no poema épico Caramuru, de Frei José de Santa Rita Durão.

Há quase dois séculos, fotografar um acontecimento não era algo acessível como nos dias de hoje, e por esse motivo os artistas eram altamente requisitados para registrar momentos e retratos importantes. Victor Meirelles, sem dúvidas, foi um artista fundamental para preservar a memória de fatos e personagens históricos.

Guerra do Paraguai

Em 1868, o pintor foi convidado pelo Ministro da Marinha para retratar cenas da Guerra do Paraguai. Essa empreitada o colocou no centro de um dos acontecimentos mais importantes da história brasileira. Os frutos desses meses coletando impressões da guerra são os quadros memoráveis “Passagem de Humaitá” e “Combate Naval de Riachuelo”.

Combate Naval do Riachuelo | Foto: Domínio Público

O florianopolitano de antepassados portugueses tinha um estilo de pintura particular, sendo até hoje debatido entre os especialistas em arte, pois seus quadros eram uma amálgama dos estilos realismo, romantismo e neoclassicismo: este último mais forte do que os outros. 

Fim da vida

Anos mais tarde, durante a República, Meirelles cai no ostracismo. Sem apoio da extinta monarquia e passando por problemas financeiros, ele morre no Rio de Janeiro, em 22 de fevereiro de 1903, deixando um dos maiores legados para a arte e a história do Brasil.

A casa da família Meirelles, onde o pintor nasceu, foi tombada em 1950 como patrimônio nacional e está localizada no Centro de Florianópolis. Hoje abriga um museu sobre a vida e obra do pintor. O espaço conta com aquarelas, estudos e pinturas de várias fases da sua vida.

Visitação ao Museu Victor Meirelles:

Terça a sexta: das 10h às 18h.

Sábados: das 10h às 15h.

Onde: Rua Victor Meirelles, 59, Centro, Florianópolis/SC.

Entrada: gratuita.

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