Detentos produzem casinhas e cobertores para cães em cidade de SC
Foto: reprodução
O que começa dentro dos muros da Penitenciária Industrial de Blumenau termina nas ruas da cidade, protegendo cães do frio e da chuva. Detentos estão produzindo casinhas comunitárias e cobertores que já começam a chegar a pontos estratégicos e a ONGs de proteção animal.
A iniciativa une trabalho prisional e cuidado com cães em situação de rua, transformando madeira doada e retalhos reaproveitados em abrigo e proteção.
Casinhas ganham as ruas
As casinhas estão sendo construídas com madeira doada e serão instaladas em diferentes regiões de Blumenau. A proposta é oferecer abrigo fixo para cães, especialmente com a chegada das frentes frias.
O trabalho é realizado por detentos da unidade prisional, dentro das atividades laborais desenvolvidas na penitenciária.
Cada estrutura montada representa não apenas um abrigo físico, mas uma ação concreta de proteção aos cães que vivem expostos às variações do clima.
Cobertores reforçam a proteção
Além das casinhas, o projeto AqueçaPPet amplia a iniciativa com a produção de cobertores pet.
Conteúdos em alta
As mantas são confeccionadas com materiais doados por empresas parceiras e já foram destinadas a organizações de proteção animal em Santa Catarina. Uma das entregas recentes contemplou a ONG Anjos de 4 Patas, que recebeu 180 mantas.
Outras organizações estão cadastradas e aguardam novas remessas.
Trabalho que ultrapassa os muros
As duas frentes mostram como o trabalho prisional pode ter impacto direto na comunidade.
Ao produzir casinhas e cobertores, os detentos participam de uma atividade que conecta ressocialização e responsabilidade social, com reflexos concretos no cuidado com cães em situação de vulnerabilidade.
Como isso impacta sua vida?
A iniciativa reforça uma rede de proteção aos cães em Blumenau e amplia o alcance das ONGs que atuam na cidade. Também evidencia como projetos internos do sistema prisional podem gerar benefícios diretos fora dos muros, alcançando a comunidade de forma prática e mensurável.
Marcio Martins
Profissional da comunicação desde 1992, com experiência nos principais meios de Santa Catarina e no poder público. Observador, contador e protagonista de histórias, conheço Jaraguá do Sul como a palma da mão