A origem da festa Santo Mariachi que virou memória de uma geração em Jaraguá do Sul
Uma despedida entre amigos virou uma das festas mais lembradas de Jaraguá do Sul. Conheça a história da Santo Mariachi.
Bernardo Camargo e Neni Junckes na festa Santo Mariachi em Jaraguá do Sul - Foto Max Pires
Uma despedida entre amigos, uma tenda montada no quintal e a vontade de reunir a galera antes de uma viagem marcaram o início de uma história que ficaria na memória de muita gente. Assim nasceu a festa Santo Mariachi, criada por Bernardo Camargo e Neni Junkes, e que acabou se tornando uma das lembranças mais marcantes da noite jaraguaense nos anos 2000.

Uma despedida que virou festa
A origem da Santo Mariachi foi simples e despretensiosa. Antes de seguir para a Bolívia para estudar medicina, Bernardo Camargo decidiu reunir amigos para uma despedida na casa de seus pais.
A ideia era apenas celebrar o momento com as pessoas próximas. Para isso, ele e o amigo Neni Junkes organizaram uma festa no próprio quintal da casa da família. Montaram uma tenda, chamaram DJs e convidaram amigos da cidade.
Não havia cobrança de ingresso. A proposta era reunir a turma e vender apenas bebidas por um valor simbólico durante a festa.
O resultado surpreendeu. A festa reuniu muita gente e ainda ajudou os dois amigos a juntar um dinheiro extra antes da viagem para a Bolívia.

A criação da Santo Mariachi
Depois da primeira experiência, Bernardo e Neni perceberam que havia ali algo maior do que apenas uma despedida. A festa se transformou em um ponto de encontro entre amigos e diferentes grupos da cidade.
Conteúdos em alta
Foi então que nasceu o nome Santo Mariachi, que acabou sendo registrado pelos organizadores.
Nos anos seguintes, sempre que voltavam ao Brasil durante as férias da faculdade, os dois organizavam novas edições da festa em Jaraguá do Sul. Normalmente isso acontecia duas vezes por ano, nos períodos de julho e dezembro.
Com o tempo, a festa passou a ser aguardada pelos amigos e conhecidos que queriam celebrar o reencontro ou a despedida antes da volta para a rotina de estudos.

Das festas em casa aos eventos maiores
Nas primeiras edições, a Santo Mariachi era organizada de forma totalmente independente. Os próprios amigos ajudavam na estrutura da festa.
Cada um assumia uma função. Havia quem cuidasse do bar, da bilheteria, do som e até da divulgação. Os únicos serviços contratados eram os DJs, as bebidas e, em algumas ocasiões, o espaço onde a festa seria realizada.
Com o crescimento do nome, as edições começaram a acontecer também em locais maiores da cidade, ampliando o público e fortalecendo a identidade da festa.
Mesmo assim, a essência continuava a mesma: reunir amigos e celebrar momentos de encontro e despedida.

Uma festa feita por amigos
A Santo Mariachi nunca foi apenas um evento organizado por duas pessoas. Na prática, ela era construída por um grupo grande de amigos que se envolvia em todas as etapas da produção.
Era comum ver conhecidos trabalhando no bar, ajudando na entrada ou cuidando da música. A festa acabava sendo uma extensão da própria amizade que existia entre os organizadores e o público.
Esse espírito coletivo ajudou a criar um clima único nas edições realizadas ao longo dos anos.
Como isso impacta sua vida?
Para muita gente que viveu a juventude em Jaraguá do Sul nos anos 2000, a Santo Mariachi se tornou mais do que uma festa. Ela virou uma lembrança de encontros, despedidas e momentos compartilhados com amigos.
Histórias como essa ajudam a contar também um pedaço da memória da cidade. Afinal, muitas das experiências que marcam uma geração começam justamente assim: com uma ideia simples, criada entre amigos, que acaba ganhando significado para muita gente.
Max Pires
Já criei blog, portal, startup… e agora voltei pro que mais gosto: contar histórias que fazem sentido pra quem vive aqui. Entre um café e um latido dos meus cachorros, tô sempre de olho no que importa pra nossa cidade.