Naming rights em Jaraguá do Sul: e se os pontos turísticos da cidade ganhassem nomes de marcas?
Imagem: Gerada por IA
Já imaginou caminhar por Jaraguá do Sul e dar de cara com lugares que você conhece desde sempre… só que com nomes completamente diferentes?
Foi essa a brincadeira proposta em um post do JDV no Instagram, que apresentou versões fictícias de pontos conhecidos da cidade com naming rights. Arena Jaraguá, Scar e até a Praça Ângelo Piazera apareceram com nomes patrocinados, criando um cenário curioso e, para muita gente, até estranho.
Apesar de não ter qualquer relação com projetos reais, a ideia acabou despertando algo além da curiosidade. O nome de um lugar carrega identidade, memória e história, e mudar isso, mesmo que só na imaginação, já é o suficiente para mexer o imaginário das pessoas.

O que são naming rights e por que eles existem?
O conceito é simples: uma empresa paga para associar seu nome a um espaço físico, evento ou estrutura por um período determinado. Esse acordo pode substituir totalmente o nome original ou apenas complementá-lo.
Na prática, isso transforma o nome do local em um ativo de marketing. A marca passa a aparecer em placas de sinalização, mapas e aplicativos, redes sociais, cobertura da imprensa e conversas do dia a dia entre os torcedores. O objetivo principal é aumentar o reconhecimento da marca, inserindo ela de forma natural na rotina das pessoas.
Os contratos costumam ser temporários e envolvem negociações entre empresas e proprietários dos espaços, que podem ser públicos ou privados.
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No Brasil, os naming rights começaram a ganhar força há alguns anos, com casos que ajudaram a popularizar o modelo.
Um dos exemplos mais lembrados é o Credicard Hall, em São Paulo, considerado um dos primeiros grandes sucessos desse tipo de acordo no país. Mesmo após mudanças, o nome antigo ainda permanece na memória de muita gente, mostrando o impacto desse tipo de estratégia.
Com o tempo, o modelo evoluiu e passou a envolver valores cada vez maiores. Foi assim que:
- O Parque Antarctica se transformou em Allianz Parque
- O Itaquerão virou Neo Química Arena
- O Morumbi passou a ser chamado de MorumBIS
- O Pacaembu virou Mercado Livre Arena Pacaembu
Esse último, inclusive, fechou em 2024 um dos maiores contratos do país: mais de R$ 1 bilhão por 30 anos.
Há também acordos menores, como o do estádio Mané Garrincha, que passou a se chamar Arena BRB em um contrato de R$ 7,5 milhões por três anos.
O tema voltou a ganhar força recentemente com a mudança envolvendo o estádio do Palmeiras. O Allianz Parque deve ganhar um novo nome a partir de maio de 2026, após o fim do contrato com a seguradora alemã. Quem assume os naming rights é o banco Nubank, em um acordo estimado em mais de R$ 50 milhões por ano, válido até 2044.
A transição ainda está em andamento, e o nome final será definido com participação do público. Entre as opções estão:
- Nubank Parque
- Nubank Arena
- Parque Nubank
E se esse modelo chegasse a Jaraguá do Sul?
A brincadeira do JDV nas redes sociais não indica que isso vá acontecer na cidade. Ainda assim, rendeu algumas boas risadas entre os leitores, que também entraram no jogo com novas ideias.
Mas também dividiu opiniões: de um lado, há quem veja potencial econômico. Naming rights podem representar investimentos, manutenção de espaços e novas oportunidades.
Do outro, existe o fator cultural. Muitos desses locais carregam história, memória e identidade, algo que não pode ser facilmente substituído.



Quer ver mais imagens? Confira todas as ideias no Instagram do JDV:
Como isso impacta sua vida?
Mesmo sendo apenas uma simulação, o debate mostra como estratégias de marketing podem, no futuro, influenciar até os espaços mais tradicionais das cidades. Caso esse modelo avance, mudanças assim poderiam fazer parte do cotidiano, alterando nomes, referências e a forma como as pessoas se conectam com o lugar onde vivem.
Maria Eduarda Günther
Jornalista em formação na FURB, nascida em Jaraguá. Cresci entre filmes, livros e peças teatrais. Após criar conteúdo para redes socias sobre Formula 1 e esportes descobri a paixão por jornalismo e a área de comunicação. Nunca perco a oportunidade de conhecer novos lugares e novas histórias por ai.