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Tecnologia da WEG impulsiona a produção da ração que vai parar no pote do seu pet
A próxima vez que você encher o pote do seu pet, vale lembrar: a fábrica que produz aquela ração talvez esteja rodando com tecnologia que saiu de Jaraguá do Sul.
Tecnologia da WEG impulsiona produção de ração pet no Brasil. Foto JDV / IA
Resumo completo
A tecnologia que sai da WEG, em Jaraguá do Sul, está agora dentro da fábrica que produz a ração que vai parar no pote do seu pet. Uma das maiores indústrias de pet food do Brasil instalou 149 sensores da multinacional em seus equipamentos e viu a produção subir 17%. Só num moinho de quirera, a inteligência artificial do sistema detectou uma falha que pouparia dois dias de fábrica parada. E aí, sabia que dava pra economizar R$ 660 mil só com manutenção preditiva?
A indústria de ração para cães e gatos no Brasil opera em escala massiva, com fábricas que precisam funcionar 24 horas sem parar pra dar conta da demanda. Qualquer parada inesperada num equipamento custa caro, atrasa entrega e pode comprometer toda a cadeia produtiva. Foi nesse cenário que uma das maiores empresas do segmento pet food do país recorreu à tecnologia da WEG, multinacional com sede em Jaraguá do Sul, pra ganhar previsibilidade e elevar o desempenho da operação.
O resultado, divulgado pela própria WEG em abril de 2026, é expressivo: aumento de 17% na produtividade da planta, economia de cerca de R$ 660 mil em manutenção ao longo de 2025 e identificação antecipada de uma falha que poderia paralisar a fábrica por dois dias.
149 sensores monitorando 132 equipamentos
A solução adotada combina sensores inteligentes WEGscan100 com o software WEG Motion Fleet Management, que centraliza os dados em tempo real. Ao todo, 132 ativos da fábrica passaram a ser monitorados continuamente por 149 sensores, além de gateways e edge devices que conectam todo o sistema.
A operação é acompanhada também pelo WEG Motion Drives Operation Center, que ao longo de 2025 gerou 30 relatórios técnicos identificando padrões recorrentes de falha como desbalanceamento, desalinhamento e desgaste de rolamentos. O foco principal foram os moinhos, equipamentos de difícil acesso e considerados críticos por causa do impacto direto na produção.
O caso do moinho 302 de quirera
O exemplo mais concreto do que a tecnologia entregou aconteceu no moinho 302 de quirera. A inteligência artificial do software detectou, ainda em estágio inicial, um empeno no rotor do motor elétrico e um desnivelamento de aproximadamente 2,3 mm na base do equipamento, problema que já provocava deslocamento lateral no eixo.
Como parar o moinho fora do cronograma traria prejuízo, a estratégia foi intensificar o monitoramento até a parada geral programada. Quando o momento chegou, a equipe trocou os componentes e corrigiu a base de forma planejada. A intervenção evitou uma falha que pararia a fábrica por pelo menos dois dias, com economia estimada em R$ 220 mil somente nesse equipamento.
Conteúdos em alta
Integração entre chão de fábrica e sistema corporativo
Em paralelo ao monitoramento dos ativos, a empresa também digitalizou o processo produtivo com a implementação do sistema MES da WEG, baseado na plataforma PC-Factory. Essa integração conectou o sistema corporativo da empresa ao chão de fábrica, ligando controladores lógicos programáveis, supervisórios e estações operacionais numa única arquitetura.
Na prática, isso significa que as ordens de produção passaram a ser executadas com mais precisão nas etapas de dosagem, mistura e extrusão da ração. O sistema também gerou rastreabilidade completa do processo, monitoramento em tempo real e cálculo automático da Eficiência Global do Equipamento, conhecida pela sigla OEE.
A combinação entre manutenção preditiva e digitalização do processo foi o que sustentou o salto de 17% na produtividade. O ganho veio da melhor utilização dos recursos disponíveis, redução de perdas e maior controle sobre o consumo de energia e matérias-primas.
Parceria técnica reforça o resultado
O projeto foi conduzido com a colaboração das equipes do cliente, da WEG e da TECPRED Manutenção Preditiva, parceira da multinacional jaraguaense em análise de ativos industriais. A integração entre as três frentes técnicas foi o que permitiu identificar problemas em estágio inicial e planejar intervenções sem comprometer a produção.
Casos como o da pet food não são isolados no portfólio da WEG. A empresa também aplica os sensores WEGscan100 em uma planta de dessalinização em Barbados e na fábrica da Honda em Manaus, mostrando que a aposta em monitoramento inteligente atravessa setores muito diferentes da indústria global.
Como isso impacta sua vida?
O Brasil é o terceiro maior mercado pet do mundo e a ração industrializada está em milhões de potes todos os dias. Quando uma fábrica desse porte ganha 17% de produtividade e evita paradas inesperadas, o efeito chega ao consumidor final em forma de oferta mais estável e custo de produção mais controlado. E pra Jaraguá do Sul, o caso reforça uma realidade que já é parte da identidade da cidade: a tecnologia que sai da WEG segue movendo cadeias inteiras da indústria brasileira, do motor elétrico à comida do seu cachorro.
Max Pires
Já criei blog, portal, startup… e agora voltei pro que mais gosto: contar histórias que fazem sentido pra quem vive aqui. Entre um café e um latido dos meus cachorros, tô sempre de olho no que importa pra nossa cidade.