Nascido no Rio Grande do Sul, Ernesto Beckmann Geisel (1974/1978) foi o quarto dos governos militares, sucedendo Emilio Garrastazú Médici. Foi no seu governo que se deu o início do processo de redemocratização do país. No mesmo período, o antigo estado da Guanabara foi anexado ao Rio de Janeiro e dividido também em Mato Grosso do Sul. O governo Geisel foi marcado pelo crescimento de 31,88% do PIB (média de 6,37%) e 19,23% da renda per capita (média de 3,84%). Números que desaceleraram as conquistas do chamado milagre econômico brasileiro em virtude da crise petrolífera de 1973. Geisel assumiu com a inflação em 15,54% e entregou a 40,81%.
JOÃO FIGUEIREDO (1979)
Militar e geógrafo, João Baptista de Oliveira Figueiredo nasceu no Rio de Janeiro, foi o 30º Presidente do Brasil, de 1979 a 1985, e o último presidente do período do regime militar eleito indiretamente pelo Congresso Nacional representado pelo bipartidarismo, extinto em 1980: Arena (governistas) e MDB (oposição). O mandato foi marcado pela continuação da abertura política iniciada no governo Geisel com concessão de anistia “ampla, geral e irrestrita” aos políticos cassados com base em atos institucionais. Sua gestão ficou marcada pela grave crise econômica que assolou o Brasil e o mundo, a segundo crise do petróleo e a disparada da inflação, de 45% ao ano para 230% ao longo de seis anos. Pela primeira vez o Brasil que pela primeira vez rompeu a marca dos 100 bilhões de dólares, recorrendo ao Fundo Monetário Internacional em 1982.
TANCREDO NEVES (1985)
Nascido em Minas Gerais,Tancredo de Almeida Neves foi eleito presidente da República pelo Colégio Eleitoral do Congresso, numa terça-feira, 15 de janeiro de 1985, recebendo 480 votos contra 180 dados a Paulo Maluf e 26 abstenções. O vice era José Sarney. A maioria das abstenções foi de parlamentares do Partido dos Trabalhadores, que expulsou de seus quadros os parlamentares que, desobedecendo a orientação do partido, votaram em Tancredo Neves. Foram expulsos do PT os deputados Beth Mendes, Aírton Soares e José Eudes. Tancredo adoeceu e veio a falecer em 21 de abril do mesmo ano.
Conteúdos em alta
JOSÉ SARNEY (1985)
No governo de Sarney foram restabelecidas as eleições diretas para presidente, prefeito e governador. Os analfabetos passaram a ter o direito ao voto e os partidos comunistas foram legalizados. Notabilizaram-se as acusações de corrupção endêmica em todas as esferas do governo. O próprio Sarney foi denunciado, com suspeitas de superfaturamento e irregularidades em concorrências públicas, como a da licitação da Ferrovia Norte-Sul. Porém, as acusações não foram apuradas. As denúncias ainda afirmavam que José Sarney praticava o nepotismo, ou seja, favorecia amigos e conhecidos com concessões de emissoras de rádios e TVs.
FERNANDO COLOR (1989)
Nascido no Rio de Janeiro, Fernando Afonso Collor de Mello fez carreira política em Alagoas. Prefeito de Maceió, foi deputado federal, governador e senador por dois mandatos e o 32º Presidente do Brasil. O primeiro eleito pelo voto direto depois dos governos militares. Seu governo foi marcado pela implementação do Plano Collor e a abertura do mercado nacional às importações e pelo início de um programa nacional de desestatização. O plano, que no início teve uma boa aceitação, acabou por aprofundar a recessão econômica, colaborada pela extinção, em 1990, de mais de 920 mil postos de trabalho e uma inflação na casa dos 1 200% ao ano. Junto a isso, denúncias de corrupção política envolvendo o tesoureiro de Collor. O que o levou a renunciar, em 29 de dezembro de 1992, para não ser cassado. (Continua…)
Quer saber das notícias de Jaraguá do Sul e Região primeiro? CLIQUE AQUI e participe do nosso grupo de WhatsApp!