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Abril Azul busca reduzir discriminação e preconceito sobre o autismo

Foto: Divulgação

O dia 2 de abril foi definido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, sendo o nome oficial Transtorno do Espectro Autista (TEA). O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento que leva a comprometimentos na comunicação e interação social, englobando comportamentos restritivos e repetitivos, como movimentos contínuos, interesses fixos e sensibilidades a estímulos sensoriais, como por exemplo, dificuldade com barulhos, ou excesso de busca por objetos luminosos.

Com o objetivo de difundir informações sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, assim, reduzir a discriminação e o preconceito, abril é marcado como o mês de conscientização do autismo. Este ano, para o Abril Azul, uma campanha nacional traz o tema “Respeito para todo o espectro”. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que haja 70 milhões de pessoas com autismo em todo o mundo, sendo 2 milhões somente no Brasil. Estima-se ainda que uma em cada 88 crianças apresente traços de autismo, com prevalência quatro vezes maior em meninos.

Segundo a supervisora do Serviço de Psicologia Escolar do Colégio Positivo, Maísa Pannuti, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) não é uma doença, mas um transtorno do desenvolvimento. "Não existem exames clínicos que atestem o TEA. O diagnóstico deve ser clínico e multidisciplinar, a partir de critérios como déficits persistentes na comunicação e na interação social, assim como padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades", explica a psicóloga. Maísa ainda destaca: "apesar de haver alguns traços característicos do autismo, cada pessoa é única, com sua personalidade, genética, história de vida e contexto familiar. Assim, não se pode rotular um indivíduo com TEA, o que reduziria a pessoa ao transtorno em si, desconsiderando sua subjetividade".

Por outro lado, conhecer alguns comportamentos relativamente comuns em pessoas com autismo pode ajudar na redução do estigma e do preconceito, favorecendo a inclusão desses indivíduos de forma plena. "Conhecer esses padrões não tem como objetivo rotular, mas sim, garantir que a informação seja um veículo de eliminação de toda e qualquer forma de preconceito", ressalta Maísa.

AMA trabalha pela causa há quase 40 anos em Jaraguá

Jaraguá do Sul conta desde 1983 com uma entidade que reúne pais e amigos de portadores Transtorno do Espectro Autista (TEA). A AMA – Associação de Amigos do Autista de Jaraguá do Sul tem realizado nesses 38 anos de história um trabalho muito importante de atendimento aos portadores de TEA. Já ultrapassa uma centena de usuários. As Apaes também dão suporte a esse público.

Guaramirim criou em fevereiro de 2020 a sua AMA, que está sendo estruturada. A pandemia prejudicou o planejamento inicial, mas a luta segue. Era para ter iniciado as atividades efetivas no segundo semestre com os usuários. A sua sede fica na Rua 28 de Agosto 2.220, no Centro. A entidade foi criada em caráter regional, segundo a sua própria constituição.

Entidade faz ação solidária para levantar recursos

“O amor não vê diferença – Abril Azul – Mês da conscientização do autismo”. Com esse tema, a AMA Jaraguá do Sul realiza de 5 a 10 de abril, das 13h às 19h, em espaço cedido pelo Sshopping, a sua Ação Solidária, com a venda de produtos que reverte em recursos financeiros à sua manutenção.

A pandemia, que ultrapassa um ano, prejudicou muito as fontes de arrecadação alternativas das entidades filantrópicas, como pedágios, cafés, rifas e outras formas de busca financeira junto à comunidade.

Durante a semana está à venda camisetas a R$ 30,00, cartões personalizados a partir de R$ 5,00, canecas de porcelana a R$ 15,00, sombrinhas a R$ 20,00 e sacolas ecobag a R$ 15,00.

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