Economia

Estado lança nova edição de indicadores econômico-fiscais mostrando o desempenho

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A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), lançou mais uma edição do Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais de Santa Catarina. O material do mês de agosto constata que a economia catarinense mantém o desempenho acima da média nacional.

O boletim traz ainda, uma estimativa do PIB catarinense até o mês de junho, além de apresentar os novos números dos indicadores fiscais do Governo de Santa Catarina.

Nos últimos 12 meses encerrados em junho, a agropecuária catarinense cresceu 3,2%, sendo que a pecuária cresceu 6,8% e a agricultura, 0,4%.

A natureza da atividade permitiu a continuidade da produção e também foi favorecida pelo aumento das exportações e crescimento dos preços, especialmente das carnes suínas e da soja.

Entre os segmentos industriais a única variação positiva se deu no segmento da fabricação de produtos alimentícios (2,5%).

Os destaques com retração ficaram com o segmento da metalurgia básica (-21,7%); fabricação de veículos automotores (-15,7%); vestuário (-14,9%); minerais não metálicos (-13,5%); máquinas e equipamentos (-10,2%); produtos têxteis (- 6,4%) e borracha e materiais plásticos (-5,6%).

A construção civil, que vinha se recuperando de um longo período de retração, cresceu 4,1%, no embalo da recuperação do mercado imobiliário e também pela autoconstrução, que se intensificou nesse período de isolamento social. Os serviços industriais de utilidade pública retraíram 36,2% no período.

E os demais setores ? - O segmento dos serviços, que apresenta o maior peso no PIB, cresceu 0,4%, sendo que o comércio (+ 6,1%) e os serviços domésticos (+3,3%) foram os únicos que tiveram variação positiva.

Os demais segmentos estão retraindo com destaque para os trabalhos prestados às famílias (-13,1%), os de informação (-6,3%); as atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (-3,2%), os transportes (-2,3%) e administração pública (-0,6%).

Para o economista da SDE, Paulo Zoldan, esta retração observada na economia estadual revela, portanto, a dimensão do impacto da crise da Covid-19, que teve no segundo trimestre, uma queda histórica na maioria dos indicadores de produção.