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Estudantes fazem recuperação da mata ciliar na Barra do Rio Cerro

Foto: Arquivo/Divulgação

Um grupo de estudantes da EEB Professor José Duarte Magalhães, localizada na Rua Ângelo Rubini (Barra do Rio Cerro), fez o plantio de 30 mudas de árvores nativas e nativas frutíferas nos fundos da escola, com o objetivo de recompor a mata ciliar na margem direita do Rio Jaraguá. As mudas foram cedidas pelo Município de Jaraguá do Sul, por meio do Samae.

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A ação aconteceu na sexta-feira (11), com a participação dos representantes da escola, voluntários, alunos da turma 102 do primeiro ano do Ensino Médio, e de servidores do Samae que integram o Programa de Revitalização da Mata Ciliar.

O professor Emerson Avelino Medeiros, responsável pela iniciativa, conta que o assunto começou a ser discutido por quatro alunos dentro do componente curricular Pesquisa e Inovação.

Com o intuito de aprender fazendo, 180 alunos de seis turmas do primeiro ano do Ensino Médio se dividiram para resolver problemas na comunidade escolar e, em cima disso, desenvolver uma pesquisa com resultados. Um desses grupos decidiu buscar a diminuição do uso de papel impresso para atividades escolares no período de pandemia.

“Preocupados com a sustentabilidade do Planeta, decidiram plantar as árvores que equivalessem ao número de folhas sulfite impressas nesse ano em nossa escola”, explicou o professor, comentando a ideia de acionar o Samae para o projeto. Os alunos integrantes do projeto são: Cauã Cláudio Roncaglio, Luana Stipp, Sabrina Scheuer e Miguel Ricardo Buttendorf, que se demonstraram empolgados com o plantio e a possibilidade de auxiliar na recuperação do espaço.

O Programa de Revitalização da Mata Ciliar foi lançado em março de 2019, com o objetivo de recompor as margens do Rio Itapocu, em mais de 370 propriedades, principalmente, acima da captação de água da ETA Central, localizada no Bairro Água Verde.

Para o presidente do Samae, Ademir Izidoro, é importante que a comunidade tenha essa percepção e contribua para a revitalização da mata ciliar.

“Já desenvolvemos atividade semelhante com outras escolas. Hoje, podemos ver o resultado daquelas ações transformando as margens dos rios e trazendo vida para estes locais. Esperamos que aconteça o mesmo aqui, com o apoio da comunidade escolar na preservação deste espaço”, comentou.