A escola que deixa saudades

Claudio Piotto

Professor Pesquisador, Mestre em Educação, Especialista em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior, Historiador e Pedagogo. Entusiasta da Educação.

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Boas lembranças de um Professor

Minha carreira na Educação teve início em 1994, como já relatei em minha primeira publicação na coluna. Hoje quero contar um pouco sobre o ano de 2009, quando ao final do mesmo recebi uma homenagem das três turmas de terceirão do Colégio Estadual Roland Harold Dornbusch; homenagem que foi realizada durante a formatura das turmas. Trago essa lembrança por ser uma que marcou muito minha vida como Professor. São momentos como esses que nos tornam pessoas melhores e profissionais mais apaixonados. As turmas de 2009 eram ecléticas, onde 99% já era trabalhador, que após uma jornada diária vinha para aula, muitas vezes direto do trabalho. Uma das aulas da semana com essas turmas acontecia na sexta-feira, até às 22h30min. Então, sinto-me orgulhoso em dizer que a presença era na maioria das vezes, de cem por cento; mesmo que alguns, após o intervalo pulassem o muro para gazear aula, coisas de alunos, que nem por isso deixavam de ser responsáveis ou excelentes estudantes. Sempre procurei em minhas aulas de História motivá-los a transformar suas vidas, suas histórias, deixando claro que o conteúdo servia para que compreendessem as mudanças sociais históricas que ocorriam, mas a História deles, seria responsabilidade de cada um construir.

 

Brincadeira de rede social

Como um bom e saudosista professor, resolvi entrar em uma brincadeira do facebook, onde pergunto se foi meu aluno e por onde anda. Essa brincadeira me fez sentir muita saudade ao voltar ao passado, cheio de ótimas lembranças e por esse motivo, vou trazer toda semana na coluna um pouco de cada ano como professor e minhas turmas. Hoje trago a turma de 2009 do Roland, com lembrança daqueles alunos que trabalhavam o dia todo e vinham para aula, inclusive nas sextas-feiras até às 22h. São profissionais bem sucedidos, cidadãos que investiram em seus sonhos, venceram suas barreiras, não perderam tempo reclamando ou buscando atalhos para suas conquistas. Nessa brincadeira pude ter um pouco mais de noção de onde eles saíram e aonde chegaram, seja em Jaraguá do Sul ou pelo mundo afora; sinto-me parte da conquista de cada um e feliz pelas excelentes lembranças que sempre me oportunizam ter. Parabéns a cada um de vocês, são vencedores!

 

O papel do professor

Na noite de ontem, ao participar de um conselho de classe de uma turma da Instituição na qual trabalho em Jaraguá do Sul, pude confirmar que a afetividade é fundamental na atuação docente, quando a líder da turma passou meu feedback, dizendo da importância que foi para eles a atenção que dei a todos, a preocupação com eles e o respeito ao individualismo com o coletivo. Compartilho com vocês para dizer que, nós professores, precisamos ter empatia às situações de nossos alunos, precisamos oportunizar a eles que construam seu aprendizado e, principalmente, após os estudos conquistem seus sonhos e contribuam com a sociedade à qual estejam inseridos. Vejo muito desse papel nesse período em que estamos passando, muitos educadores superando-se para atender seus alunos, até mesmo indo na casa desses estudantes levando material para poderem estudar. A escola não é limitada aos muros ou paredes da sala de aula, está na atitude do profissional que assume com responsabilidade seu papel e tem a coragem de remar contar a maré; que faz seu momento sem ficar esperando acontecer.