Anotações do cotidiano

A J Marchi

Questionamentos evidentes, obviedades improváveis e banalidades incomodas. 

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Com o fim do primeiro turno das eleições municipais, lançam-se cumprimentos e desafios aos eleitos e reeleitos. Como diz o ditado popular, “a cada cabeça cabe uma sentença”, e neste quesito, não vale discussão! Porém, o que vale discutir e refutar, é a resistência popular de não se conceder um voto de confiança aos candidatos, e principalmente, às candidatas a vereança que possuem qualidade técnica para assumir um cargo público. É comum ouvirmos o seguinte comentário: “não vou dar meu voto para quem vai perder”! Definitivamente, ainda não se aprendeu nada sobre política!

Porém, vale salientar que diante de resultados assustadores nestas eleições, principalmente após tantos escândalos, desde o roubo explicito à corrupção, é impossível acreditar que a população de certas regiões do Brasil continue preferindo a sucessores de Barrabás! Puro suicídio, resultado de uma gravíssima acefalia coletiva!

Vale ressaltar também, que diante de tanta divisão e sectarismo social, acontecerá o quê, quando as minorias formarem maioria? Esta, estará também dividida quanto nos tempos tribais? Seria uma utopia? Impossível imaginar!

Infelizmente, empresas não gostam de líderes! Preferem nomear chefes! Chefes apenas mandam; não agregam valor à empresa! Já, os líderes, são vistos como criadores de casos, desagregadores, cernes de conflitos! Porém, às vezes, é vantajoso investir em um desagregador de opiniões do que investir em alguém que, além de não agregar valor à marca ou ao produto, reduz a possibilidade de constante reinvenção!

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A razão pela qual Freud dizia que as coincidências não existem, é porque somos muito mais conscientes do que imaginamos. Ao acreditar, por exemplo, que encontramos alguém por acaso, ou uma situação na qual imaginamos tê-lo presenciado, talvez pudéssemos tê-lo visto pelo canto do olho mais cedo ou quem sabe, ouvido sobre aquilo, só não registramos! Uma vez que algo entra em nosso inconsciente, fica lá, esperando para se realizar. Desta feita, deixar a vida ao acaso, pode ser um bom negócio?

Os promotores de eventos e os executores, como músicos, DJs e outros realizadores culturais, estão atormentados pela falta de trabalho diante dos decretos relacionados ao Covid19. Por outro lado, sem questionar certos eventos realizados na véspera das eleições, pergunta-se sobre a validade ou não desses decretos. Quais interesses, derivam de onde, na sociedade humana?

Por último, vale a pena dizer que a manutenção da musicalidade depende de espaços e vontade política para perpetuar-se. É quase impossível acreditar que um município que “orgulha-se” de sua cultura musical, não tenha espaços públicos - nas ruas - para expressa-la. E nada se ouve sobre iniciação musical infantil em escala, nas escolas públicas e privadas.