Será Lunelli o sucessor de Carlos Moisés?

Celso Machado

Nascido em Blumenau, 68 anos, 53 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul).

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MDB e Lunelli

No fim de semana o prefeito Antídio Lunelli (MDB) conversou com o presidente estadual do MDB, Celso Maldaner. Foi em Barra Velha.

A tiracolo o deputado federal Carlos Chiodini. Além da eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, a conversa girou em torno de perspectivas para as eleições de 2022 ao governo do Estado visto a tragédia eleitoral de 2018.

Mesmo perdendo algumas prefeituras no ano passado, de 104 para 96, o comando emedebista entende que o partido segue forte em Santa Catarina. Porém, não tem um nome forte, sequer estadualizado, para a sucessão de Carlos Moisés (PSL). O nome, atualmente, é Lunelli. Que, salvo acidentes de percurso, deve aceitar o desafio.

Previdência 1

Em 2021, o governador Carlos Moisés (PSL), a equipe de governo e a bancada governista na Assembleia Legislativa devem travar uma grande queda de braço com o sindicato dos servidores públicos estaduais.

Por conta da necessária reforma da Previdência da categoria que prevê, entre outras coisas, elevação da contribuição, de 11% para 14%. E, além disso, congelamento de salários como parte da negociação das dívidas dos Estados com a União.

Previdência 2

A proposta foi lançada já no governo de Raimundo Colombo (PSD). Um novo projeto do governador Moisés protocolado na Assembleia Legislativa já em 2019, motivou grandes debates.

A oposição acusa a proposta de ser simplória demais, sem o impacto necessário para a recomposição dos recursos previdenciários. O sindicato da categoria acusa o governo de querer esbulhar os servidores e não cobrar sonegadores de impostos. É greve na certa!

Efeito bumerangue

David Alcolumbre (DEM/AP), presidente do Senado, sentou em cima dos 36 pedidos de impeachment protocolados contra ministros do Supremo Tribunal Federal, entre fevereiro de 2019 e dezembro de 2020. Na esperança de que o STF exarasse sentença favorável a uma segunda candidatura para o comando da casa nessa mesma legislatura.

Ironicamente, veio do próprio STF (por maioria de votos) a confirmação de que, constitucionalmente, o senador do Amapá não poderia se candidatar. Porém, por decurso de prazo, tudo foi arquivado.

Sem favores

Em suas páginas de redes sociais, deputados e senadores catarinenses arrotam seguidamente sobre valores que demandaram aos municípios através das emendas parlamentares. Ora, os recursos dos orçamentos dos governos federal e estadual não têm outra destinação que não essa de, em casos pontuais, suprir problemas financeiros enfrentados pelos municípios.

Portanto, não fazem favor nenhum. Fazem, sim, o que é de obrigação. E, embora digam representar cidadãos de todo o estado, na prática, privilegiam suas bases eleitorais. Nem mais, nem menos.

Baleia Rossi 1

Os dois deputados federais de Jaraguá do Sul já decidiram em quem votar para a presidência da Câmara dos Deputados: Carlos Chiodini (MDB) e Fábio Schiochet (PSL) apoiam Baleia Rossi (MDB/SP), o candidato de Rodrigo Maia (DEM/RJ).

Só pra saber: Rossi é citado na investigação de um esquema criminoso que teria desviado mais de R$ 200 milhões da Prefeitura de Ribeirão Preto (SP).

Baleia veio ontem (11) a Santa Catarina onde foi recebido pela cúpula do MDB num almoço em Florianópolis. Em SC o MDB tem três votos: Chiodini, Celso Maldaner e Rogério Mendonça.

Baleia Rossi 2

Em planilha obtida com a quadrilha responsável pelos desvios consta o nome de Baleia relacionado a valores que totalizam R$ 760 mil: R$ 660 mil repassados em parcelas mensais de R$ 20 mil, por um período de 33 meses.

A informação foi publicada no sábado (9) pelo jornal Folha de São Paulo.

Também teria sido depositado ao político paulista R$ 100 mil nas eleições de 2014. Rossi nega tudo, é claro. Em tempo: as bancadas do PT, PCdoB, PDT, PSB e Rede também votam nele.

Inédito

Pela primeira vez em sua história, o município de Papanduva, com seus 18 mil habitantes, na região de Mafra, terá quatro mulheres vereadoras nos próximos quatro anos: Jacqueline de Almeida Balena (MDB), Mariângela Sena (MDB), Marli de Luca (PP) e Sandra Silva (PSD).

A Câmara papanduvense tem nove cadeiras: quatro do PP, três do PSD e duas do MDB. O prefeito reeleito Luiz Henrique Salliba é do PP.

 

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