Um Natal diferente para Papai Noel

Sônia Pillon

Sônia Pillon é Presidente de Honra da ALBSC Jaraguá do Sul. Nasceu em Porto Alegre (RS), com formação em Jornalismo pela PUC-RS e pós-graduação em Produção de Texto e Gramática pela Univille (SC). 

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Por Sônia Pillon

Ho Hoi Ho! Da Lapônia para o mundo! Assim nos acostumamos a ouvir desde sempre sobre Santa Klaus, ou Papai Noel, de barba e cabelos brancos, vestido de vermelho, com um largo cinturão e botinas de respeito, preparadas ao mais rigoroso inverno até o verão mais quente dos trópicos. Bonachão, sorridente e solidário, o “bom velhinho” realmente esbanja generosidade. Solícito, está sempre pronto para receber a criançada de braços abertos. Qual criança não deseja registrar a clássica foto sentada no colo do cativante Noel, com aquele cenário lúdico e colorido ao fundo, ao som de Jingle Bell? Ah, a ludicidade infantil!....

Especialmente para os mais vulneráveis, o Natal é a época mais esperada do ano, porque significa receber presentes e agrados, talvez os únicos em 365 dias... Nas escolas públicas, orfanatos, nos locais mais desassistidos, ou mesmo nas ruas, receber um brinquedo das mãos do Papai Noel, ou itens da cesta natalina, se traduz em três palavras: gratidão, alegria e esperança.

Estamos falando de uma figura lendária, que povoa a imaginação dos pequenos na data mais emblemática do Cristianismo, que chega sempre num trenó voador puxado pelas renas e lotado de presentes, abanando e abraçando a todos, provocando euforia e aglomeração para  recebê-lo, certo? Não esse ano!

Em 2020, planos tiveram de ser refeitos, projetos antigos foram adaptados, ou engavetados, dando lugar a novos projetos, novos olhares, novas perspectivas... A pandemia chegou como se uma avalanche de neve atingisse o globo, obrigando todos a se reinventarem. E isso, é claro, também incluiu o roteiro do carismático velhinho...

Mas, calma! Mesmo da Lapônia, passada a aflição inicial com o lockdown e algumas noites mal-dormidas, o dinâmico Papai Nel rapidamente buscou alternativas. Depois de conversar demoradamente com a Mamãe Noel e de trocar ideias com os duendes por teleconferência, sabendo que deveria se manter em isolamento domiciliar pelo bem dele, da Mamãe Noel e pela saúde da legião de colaboradores que, comandados por ele, arrancavam sorrisos pelo planeta, começou a trabalhar em home office.

Para garantir o sucesso da empreitada, investiu em um equipamento com tecnologia de última geração e criou um canal on-line no Youtube para se comunicar com as crianças.  Depois contatou com grandes empresas de entregas postais e de delivery para que se engajassem no projeto, garantindo que nenhum canto dos cinco continentes ficasse sem um presente natalino.

E na noite de 24 de dezembro, do trono que mandou instalar na sala de casa, Papai Noel surgiu on-line, sorrindo com o clássico "Ho Ho Ho!", sacudindo o sino e distribuindo votos de  muita saúde, amor e partilha entre familiares e amigos. Pediu também que fossem solidários com as pessoas que estavam sozinhas, isoladas, e com os vulneráveis, nesse Natal tão desafiador para todos.

“Sintam gratidão pela vida, do fundo do coração! Se cuidem e cuidem dos que amam, da comunidade onde vivem. Identifiquem o grande aprendizado que podemos levar de tudo isso, de valorizar o essencial, o que realmente tem importância”, declarou ele, com olhos marejados.

Sem dúvida, um Natal diferente para Papai Noel. E para todos nós.