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A verdadeira educação é Plural e Ampla

O professor inclusivo não procura eliminar a diferença em favor de uma suposta igualdade do alunado – tão almejada pelos que apregoam a homogeneidade da sala de aula. Ele está atento aos diferentes tons das vozes que compõem a turma, promovendo a harmonia, o diálogo, contrapondo-as, complementando-as (Mantoan, 2015, p. 79).

25/08/2021

Por

Professor Pesquisador, Mestre em Educação, Especialista em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior, Historiador e Pedagogo. Entusiasta da Educação

A verdadeira educação é Plural e Ampla

Fala de um Professor

Em meu artigo trago uma reflexão sobre a Educação para cidadania, tornando as diferenças conhecidas. Já foi a época em que as famílias escondiam seus entes em casa. A escola é para todos e precisa estar aberta para isso. A escola não pode ser exclusiva e excludente.

Registro de um Professor, Raiz e de Verdade

Indignado com a atitude de um ministro da educação, percebe-se que a cada dia, se pretende tornar a educação brasileira aos moldes do período colonial, somente para homens abastados. Registro meu não ao exclusivismo na educação e meu sim, a pluralidade na educação, meio de transformação na vida de milhares de seres humanos.

Professor de verdade, jamais excluirá

Quando algumas pessoas falam deixam transparecer suas ideologias e crenças, também não é novo sabermos que na vida pública, na maioria das vezes, os iguais se atraem. Infelizmente nem todos que atuam na Educação são Educadores. Os verdadeiros Professores nunca excluem, incluem todos e sempre.

O ministro da Educação Milton Ribeiro

Afirmou nesta quinta-feira (19) que há crianças com “um grau de deficiência que é impossível a convivência”. “Nós temos, hoje, 1,3 milhão de crianças com deficiência que estudam nas escolas públicas. Desse total, 12% têm um grau de deficiência que é impossível a convivência. O que o nosso governo fez: em vez de simplesmente jogá-los dentro de uma sala de aula, pelo ‘inclusivismo’, nós estamos criando salas especiais para que essas crianças possam receber o tratamento que merecem e precisam”, afirmou Ribeiro.

Fala medíocre

A mediocridade humana na fala desse ministro é ultrajante, é jogar na latrina todas as conquistas construídas nas últimas décadas para o respeito as diferenças, e principalmente, para o acesso e permanência de pessoas com deficiências no convívio escolar. A educação vai além da ideia tecnicista ultrapassada. Aqui escrevo como Professor, em nome e defesa de todos os meus alunos, com os quais aprendi muito, com deficiência.

Estudiosos nos trazem

Pensar em uma escola inclusiva significa pensar em uma escola para cada um, isto é, em uma escola que cada aluno seja atendido de acordo com suas necessidades e dificuldades, utilizando os recursos e metodologias que proporcionem o seu aprendizado e desenvolvimento (MIRANDA, 2001).

A Lei -01

artigo 208 de Constituição Federal de 1988 diz que é dever do Estado garantir “atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino”. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também assegura esse direito de todos os jovens.

A Lei -02

A Lei nº 9394/96, de 20 de dezembro de 1996, em seu capítulo V, traz educação especial, como uma modalidade de educação escolar, sendo oferecida preferencialmente pelo ensino regular, para alunos com necessidades especiais, oferecendo quando necessário serviço de apoio especializado, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial, sendo dever constitucional do Estado, oferecer educação especial (BRASIL, 1996).

Declaração de Salamanca

Segundo a Declaração de Salamanca (1994), as escolas deveriam acolher todas as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais, linguísticas ou outras.

Já evoluímos!

Segundo Mantoan (2006), os sistemas escolares estão formados no princípio que recorta a realidade, dividindo alunos em normais e deficientes, o ensino em regular e especial, e fazendo professores em especialistas sobre diferentes necessidades especiais. Construindo uma lógica com visão determinista, mecanicista, formalista, reducionista própria do pensamento científico moderno, ignorando o subjetivo, afetivo, criador, não conseguindo assim romper o velho modelo escolar, para efetivar a mudança que a inclusão busca.

Educação inclusiva é a aceitação

Deve-se ressaltar que a “educação inclusiva é a aceitação das diferenças, não uma inserção em sala de aula”, e exige transformações no sistema de ensino, envolvendo o respeito às diferenças individuais, a cooperação entre os alunos, professores capacitados para incluir todos os alunos em todas as atividades escolares e, principalmente, trabalhar a questão do respeito e da dignidade (MOREIRA, 2006).

Integração difere de Inclusão

“A distinção entre integração e inclusão é um bom começo para esclarecermos o processo de transformação das escolas”, indica Mantoan (2015, p.29). Conhecer essa diferenciação é reforçar a luta de educadores e pais para que a inclusão escolar seja a tônica do século XXI.

 

 

 

 

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