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Acusações mútuas na compra dos respiradores em SC

Os três principais envolvidos na compra dos 200 respiradores mecânicos pelo Estado, com pagamento à vista de R$ 33 milhões, voltam à Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa na terça-feira (9). Depois dos depoimentos que vararam a madrugada de terça-feira (3), todos se acusaram mutuamente pela responsabilidade do negócio.

05/06/2020

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Acusações mútuas na compra dos respiradores em SC

Os três principais envolvidos na compra dos 200 respiradores mecânicos pelo Estado, com pagamento à vista de R$ 33 milhões, voltam à Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembleia Legislativa na terça-feira (9). Depois dos depoimentos que vararam a madrugada de terça-feira (3), todos se acusaram mutuamente pela responsabilidade do negócio. Fraudulento, segundo a polícia. Por isso, agora vão passar por uma acareação e, então, vai se ver quem está mentindo. Se o ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba, o ex-secretário da Saúde, Helton Zeferino ou a servidora pública Márcia Regina Geremias Pauli.

A União dos Vereadores do Brasil acaba de aderir à proposta de adiamento das eleições de outubro e que o Fundo Eleitoral, na casa dos R$ 2 bilhões, seja usado em ações de combate ao Covid 19. No Estado a proposta tem apoio, também, da União dos Vereadores de Santa Catarina, Federação Catarinense dos Municípios, entre outras instituições.

Entre outras coisas, a carta lançada pela UVB propõe o adiamento imediato das eleições de outubro e a unificação das eleições para o ano de 2022, a fim de manter o equilíbrio nas contas públicas. E, finalmente, que os eleitores opinem sobre a unificação das eleições já que tudo sempre vem de cima para baixo.

CORUPÁ

Duas vezes vereador e quatro vezes prefeito, Luiz Carlos Tamanini (MDB) deve tentar um quinto mandato à frente da Prefeitura de Corupá. Na chapa majoritária, talvez com um nome do PP, partido pelo qual o atual prefeito João Carlos Gottardi (PSD) se elegeu. E de onde saiu atritado com lideranças do partido, que tem uma bancada com três vereadores e, ainda, o vice-prefeito Arno Celso Neuber.

Grupo de moradores do trecho da SC-110 entre Jaraguá do Sul e Pomerode, vai se reunir dia 11, feriado de Corpus Christi, às 7 horas da manhã no Pórtico Germânico, há anos, aliás, abandonado pela Prefeitura de Jaraguá do Sul, para um trabalho de limpeza da rodovia, incluindo a serra. Sem qualquer conotação político partidária, vão fazer o que o Estado, há muito tempo, não faz. E, quando isso ainda acontecia, era tudo pela metade.

 

GOVERNO CARLOS MOISÉS

 

Governador Carlos Moisés(PSL) protocolou queixa-crime no Tribunal de Justiça do Estado contra o deputado estadual Jessé Lopes (PSL). A quem acusa de injúria, danos morais e difamação. No dia 25 de maio o deputado postou mensagem sugerindo que Moisés teria caso com uma secretária da Casa Civil e que ela estaria grávida. O governador, casado há 27 anos com a primeira-dama, Késia Martins da Silva (na foto com o marido e as filhas), o chefe do Executivo também ingressou com uma ação na Vara Cível de Florianópolis por danos morais. Na ação, assinada por Raíssa Martins da Silva, advogada e filha do casal, Moisés pede indenização de R$ 120 mil- R$ 100 mil para ele e R$ 20 mil para a esposa.

Os deputados Jessé Lopes (PSL) e Volnei Weber (MDB) são amigos. Jessé com pedido de impeachment na Assembleia Legislativa protocolado pelos deputados Ana Campagnolo (PSL) e Mauricio Eskudlark (PL). Weber, na condição de presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Alesc, terá de “sim” ou “não”. Como são outros os tempos, quando via de regra tal procedimento acabava engavetado, Weber terá de se explicar. E sem demora.

Embora vários casos cabeludos ao longo dos anos e alvo de pedidos de impeachment, propositadamente foram contidos pela Mesa Diretora do Parlamento que, com esmero, dedicou-se nas últimas décadas à autoproteção. O que também ocorre nas câmaras de vereadores. Em Jaraguá do Sul, por exemplo, a maioria dos vereadores foi mais longe, rejeitando a criação de uma Comissão de Ética. Devem ter seus motivos, não é?

 

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