Economia

Agronegócio catarinense busca alternativas para o abastecimento de milho

Rio Grande do Sul e Santa Catarina possuem oito milhões de hectares plantados no verão, mas apenas um milhão de hectares são ocupados no inverno

08/08/2021

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Agronegócio catarinense busca alternativas para o abastecimento de milho

O Agronegócio catarinense se reuniu, na última quinta-feira (5), para discutir meios de manter o abastecimento para reduzir a dependência externa. Uma das maneiras é incentivar o plantio de milho para ser usado na ração animal. Essa foi a pauta do encontro do secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, com o presidente do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra, e lideranças do setor produtivo catarinense.

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“Para Santa Catarina, o milho é o grão de ouro. O nosso setor produtivo de carnes e leite não para de crescer e sabemos que nossa demanda será cada vez maior. Por isso, nós tomamos a frente e lançamos um projeto que incentiva a produção de cereais de inverno para a ração. Em seu primeiro ano, ainda de forma experimental, já temos resultados animadores. Descobrimos que há uma grande demanda dos produtores e uma oportunidade para avançarmos na produção e na pesquisa, podemos ser protagonistas nesse processo. Se nós ocuparmos as áreas vazias no inverno, tanto em Santa Catarina quanto no Rio Grande do Sul, podemos aumentar muito a competitividade do nosso agronegócio”, destaca o secretário de Agricultura.

Rio Grande do Sul e Santa Catarina possuem oito milhões de hectares plantados no verão, mas apenas um milhão de hectares são ocupados no inverno.

“Os reflexos da falta de milho nesses estados podem ser observados pela queda da produção de carne de frango nos últimos anos. Nós iniciamos uma forte campanha para incentivar o cultivo de cereais de inverno no Rio Grande do Sul, mas em Santa Catarina, com o envolvimento do Governo do Estado, a iniciativa deu ainda mais certo. Queremos unir esforços para avançarmos ainda mais”, explica o ex-ministro Francisco Turra.  

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