5 coisas que você não deve fazer quando recebe um alerta da Defesa Civil Matéria Especial
| Canva/JDV

5 coisas que você não deve fazer quando recebe um alerta da Defesa Civil

Gabriela Bubniak

Por Gabriela Bubniak
Publicada em 02/10/2026

Os alertas da Defesa Civil passaram a fazer parte da rotina dos catarinenses, principalmente, em períodos de maior risco climático. Enviadas diretamente para o celular, essas mensagens chegam com informação e, às vezes, também com orientações.

Mas há quem ainda fique com dúvida sobre como interpretar o aviso e qual atitude tomar – isso até já virou debate aqui na redação do JDV. 🙂

Bom, logo de cara é importante dizer que esses alertas nem sempre significam que o evento vai atingir todos os lugares da mesma forma, mas indicam que existe uma situação que exige atenção ou, até mesmo, uma mudança de comportamento. E entender isso pode ajudar a reduzir riscos.

Conversamos com o coordenador regional da Defesa Civil, Douglas D’Ávila Bida, que explicou como funcionam esses avisos, quando eles são enviados e quais atitudes a população deve evitar em casa situação.

“O alerta existe para permitir que a população tome decisões com segurança e se proteja. Estar atento aos avisos, conhecer os riscos da região onde mora e manter um plano familiar de emergência são medidas que ajudam a reduzir os impactos de possíveis ocorrências”, explica Douglas.

Equipe da Defesa Civil de Santa Catarina monitora mapas meteorológicos durante acompanhamento do possível avanço do El Niño
Foto: Airton Fernandes/SDC

>> A partir desses esclarecimentos e orientações, o JDV reuniu cinco situações de como não proceder depois de receber um alerta, e quais cuidados tomar em cada cenário. Confira:

1. Não ignore o alerta

A primeira atitude ao receber uma mensagem da Defesa Civil deve ser ler a orientação e avaliar o risco indicado para a região. O alerta chega justamente para que a população consiga tomar decisões com mais segurança antes que a situação avance.

Segundo Douglas D’Ávila Bida, acompanhar os avisos oficiais, conhecer os riscos da área onde mora e ter um plano familiar de emergência são medidas que ajudam a reduzir os impactos de possíveis ocorrências – clique aqui e veja mais detalhes de como montar esse plano.

2. Não tente atravessar áreas alagadas

Carro atravessa rua alagada em Jaraguá do Sul durante chuva forte
Foto: Arquivo/Defesa Civil

Apesar de os alertas recomendarem a busca de abrigo, é importante avaliar o deslocamento. Uma das atitudes que mais preocupa a Defesa Civil durante chuvas intensas é quando moradores tentam atravessar pontos alagados para seguir o caminho ou verificar a situação.

Ruas tomadas pela água, pontes e pontilhões submersos podem esconder perigos que não aparecem em um primeiro olhar – como buracos na pista, correnteza, danos na estrutura da via ou obstáculos encobertos pela água. Por isso, a orientação é não atravessar áreas inundadas nem entrar em contato com a água de enchentes.

O recomendado é procurar um local seguro e aguardar em um local seguro a redução do risco antes de retomar o deslocamento.

3. Não fique perto estruturas que podem cair

Recebeu um alerta de temporal com ventos intensos? Evite ficar próximo de estruturas que podem cair, como árvores, placas, muros e postes.

Quem estiver na rua deve procurar um local protegido e evitar permanecer em áreas abertas durante a ocorrência do fenômeno. Dentro de casa, a orientação é ficar longe de janelas e de locais que ofereçam risco de impacto.

Em situações de tornado, a recomendação é não permanecer dentro de veículos nem tentar se proteger embaixo de pontes ou viadutos. A orientação é buscar um ambiente interno, sem janelas, preferencialmente no andar mais baixo possível, protegendo a cabeça e o pescoço.

4. Não use aparelhos ligados à tomada

Foto: Freepik

Quando o alerta indicar risco de tempestade com descargas elétricas, uma das medidas de proteção é evitar o uso de aparelhos conectados à tomada. Além também de desconectar o maior número de aparelhos possível

Quando o alerta indicar risco de tempestade com descargas elétricas, uma das medidas de proteção é evitar o uso de aparelhos conectados à tomada. Também é recomendado desconectar o maior número possível de equipamentos da rede elétrica para reduzir riscos de danos causados por descargas.

Mantenha-se em em locais fechados, longe de janelas e, preferencialmente, em cômodos centrais da residência. A ideia é ficar mais afastado de áreas externas que podem oferecer maior exposição.

5. Não espere o problema acontecer

Receber um alerta da Defesa Civil também é um sinal para revisar os cuidados antes que a situação fique mais grave. A orientação é que as famílias tenham medidas definidas para momentos de emergência, em vez de decidir tudo durante o evento.

Entre as recomendações estão conhecer os riscos da região onde mora, estabelecer rotas de saída, definir um ponto de encontro familiar e manter um kit de emergência com itens básicos, como água, documentos, lanterna e medicamentos.

Em áreas de encosta, a atenção deve ser maior para sinais como rachaduras, árvores inclinadas, muros danificados e movimentação de terra. Ao identificar sinais de instabilidade, a orientação é sair do local e acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

–

Atenção, não confunda os alertas!

Antes de uma situação de risco chegar à ciência da população, diferentes sistemas ajudam a comunicar a possibilidade de ocorrência de fenômenos extremos. Mas nem todas as mensagens têm o mesmo significado.

O aviso meteorológico funciona como uma preparação. É uma previsão de risco e pode ser emitido com até 72 horas de antecedência. Ele indica a possibilidade de ocorrência de eventos como chuva intensa, ventos fortes e granizo e permite que a população acompanhe a evolução do cenário.

Foto: Gabriela Bubniak/JDV

Já o alerta é emitido quando o risco está mais próximo ou em desenvolvimento, com base no monitoramento em tempo real. Como resume Douglas D’Ávila Bida:

“O aviso uma ferramenta para que a população possa se preparar. Já o alerta é emitido a partir do monitoramento em tempo real, com informações de radares meteorológicos, estações e imagens de satélite”, complementa.

⚠️ IMPORTANTE: Tanto os avisos quanto os alertas são emitidos por SMS. Para recebê-los, basta enviar o CEP da localidade de interesse para o número 40199. O serviço é gratuito, funciona mesmo sem internet, desde que haja sinal de celular, e permite cadastrar mais de uma região.

Para os alertas de perigo muito alto ou extremo, existe ainda o Defesa Civil Alerta, que utiliza a tecnologia Cell Broadcast. Ele possui dois níveis:

Alerta Severo:

Indica uma situação de perigo muito alto. A orientação é seguir as recomendações dos órgãos oficiais e adotar medidas de proteção. O sinal emitido é um “beep” semelhante ao de uma mensagem SMS e não toca quando o celular está no modo silencioso.

Alerta Extremo:

Indica risco iminente à vida e exige ação imediata da população. Neste caso, a mensagem aciona um sinal sonoro no celular semelhante a uma sirene, mesmo que o aparelho esteja no modo silencioso.

Neste caso, o sistema não exige cadastro e aparece automaticamente na tela dos celulares localizados na área de risco, conectados à rede 4G ou 5G e com os alertas de emergência habilitados.

Foto: Gabriela Bubniak/JDV

Além disso, os alertas também podem ser recebidos via WhatsApp. O cadastro pode ser feito pelo número (61) 2034-4611 ou pelo link Defesa Civil via WhatsApp. Após iniciar a conversa com o chatbot, o usuário pode cadastrar municípios, CEPs ou compartilhar a localização para receber os avisos oficiais. Nesse caso, é necessário acesso à internet para funcionamento do serviço.

A Defesa Civil de SC também divulga atualizações da previsão do tempo e informações de como se proteger nas redes sociais @defesacivilsc, no site defesacivil.sc.gov.br e no canal de WhatsApp.

Entenda as cores dos avisos meteorológicos

Antes de um fenômeno extremo chegar, os órgãos de meteorologia utilizam alertas para indicar o nível de atenção necessário para determinada região – é algo assim que você vê no Google quando vai dar aquela espiada na previsão do tempo, sabe?

As classificações por cores ajudam a população a entender a intensidade do risco previsto.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) utiliza três níveis principais de alerta meteorológico: amarelo, laranja e vermelho. Essas classificações indicam a intensidade esperada do fenômeno e os possíveis impactos.

>> O alerta amarelo representa perigo potencial. Ele indica possibilidade de chuva, vento ou outros eventos com menor risco de impactos, mas que ainda exigem acompanhamento.

>> O alerta laranja indica perigo. Nesse nível, a previsão aponta uma condição com maior possibilidade de transtornos, como alagamentos, queda de árvores, descargas elétricas e interrupções no fornecimento de energia.

>> Já o alerta vermelho representa grande perigo. É utilizado quando há previsão de fenômenos mais intensos, com risco elevado de ocorrências como grandes alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos em áreas vulneráveis.

Em alguns sistemas de monitoramento meteorológico, também pode aparecer a classificação roxa, associada a situações de perigo extremo. Esse nível representa uma condição com potencial grave de riscos à vida.

Como isso impacta sua vida?

Receber um alerta da Defesa Civil não significa apenas acompanhar a chuva pela janela. A mensagem chega justamente para orientar decisões antes que o risco aumente. Para quem mora em Jaraguá do Sul e região, entender o que evitar durante um temporal, como atravessar áreas alagadas ou permanecer em locais expostos, ajuda a transformar uma notificação no celular em uma atitude de proteção.

Notícias de Jaraguá no seu WhatsApp Fique por dentro de tudo o que acontece na cidade e região.
Entrar no Canal
Clique para ler mais notícias como esta
Adicione o JDV como fonte preferida no Google Participe de nossa comunidade no WhatsApp

Últimas 10 notícias publicadas

Especial JDV

Carregando clima…

Especial JDV

Especial JDV