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Ameaça de interdição

Não será de espantar se o Ministério Público oficializar a interdição do prédio da Câmara de Vereadores. O imóvel foi comprado da Associação Empresarial no ano de 2000, quando o ex-vereador Afonso Piazera Neto presidia o Legislativo

22/07/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Ameaça de interdição

Não será de espantar se o Ministério Público oficializar a interdição do prédio da Câmara de Vereadores. O imóvel foi comprado da Associação Empresarial no ano de 2000, quando o ex-vereador Afonso Piazera Neto presidia o Legislativo. À época, já era um imóvel obsoleto para o que se propunha. Por isso mesmo, a ACIJS dele se desfez. Negócio fechado em um dia, por pouco mais de R$ 385 mil. O MP ameaça interditar a estrutura por desobediência a notificações do Corpo de Bombeiros Militar em 2016. O prédio, na Avenida Getúlio Vargas, é um labirinto de corredores com salas sem janelas. E um plenário mais que acanhado.

Ocupação irregular

Sempre tão “zelosos” com a coisa pública, não se vê vereador preocupado com o fato de o prédio não ter sequer o exigido (de todo mundo, diga-se) alvará de funcionamento.  E, pior ainda, o “habite-se”, um documento atestando que o imóvel cumpre todas as formalidades exigidas. E sem o que a Prefeitura jamais deveria ter liberado a ocupação. Além dos 11 vereadores, o Legislativo tem 25 servidores comissionados e outros 26 efetivos. A Câmara possui um terreno, há anos, no Bairro Vila Nova, para construir a nova sede. Aliás, nisso já se fala desde que a ex-vereadora Maristela Menel presidia a Casa. Em 2008.

Cobrando a BR-470

“Ninguém sabe melhor das necessidades da sua cidade do que quem vive nela (Blumenau). Estamos conversando nas ruas, debatendo com empresários, sobre os próximos passos em relação às obras da rodovia”. Discurso do senador e candidato a governador, Jorginho Mello (PL), sobre a lenta duplicação da BR-470 e por onde ele passa com frequência. Em Blumenau o cabo eleitoral de Mello é o deputado Ivan Naatz (eleito pelo PV) que o senador levou para o PL. Aliás, um crítico contumaz da proposta de se repassar dinheiro do Estado para a obra.

Ignorando a 280

Sobre interminável duplicação da BR-280, tão importante quanto a rodovia federal que corta o Vale do Itajaí e que também se arrasta há sete anos, nenhum pio. Nem ele, nem de Esperidião Amin (PP), nem Dario Berger (MDB). Até porque ninguém cobra, com a veemência exigida (deputados, empresários e a sociedade civil organizada), do amigo pessoal de Bolsonaro (sem partido) que virá apoiá-lo na campanha em 2022. E nem dos outros.

Alesc de plantão

A Assembleia Legislativa não terá recesso (leia-se férias) nesse mês de julho. Os deputados serão convocados para sessões extraordinárias entre os dias 18 e 31 de julho. Isso porque, disse o deputado Mauro de Nadal (MDB), presidente da Alesc, continua em vigência o decreto de estado de calamidade pública por conta da Covid 19. Bobagem, já está tudo liberado, só não revogaram o decreto para não perder verbas federais.

Reajustes salariais

Na verdade, o que está “pegando” é a tramitação de projetos polêmicos assinados pelo governador Carlos Moisés (sem partido), apoiado na Assembleia também pelo MDB, propondo reajustes salariais para policiais civis e militares e o magistério, setores já mobilizados em contestações. O governador tem pressa para evitar que tudo isso reverbere em 2022, evitando desgaste político para sua campanha à reeleição. Ou ao Senado.

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