Política

Após caso Flordelis, senadores pressionam Maia a pautar fim do foro privilegiado

Ela é acusada de ser a mandante do assassinato do seu marido. A parlamentar só não foi presa porque está protegida pelo benefício

26/08/2020

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Após caso Flordelis,  senadores pressionam Maia a pautar fim do foro privilegiado

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, recebeu nesta quarta-feira (26) um ofício assinado por 26 senadores de 11 partidos que cobram a inclusão em pauta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o foro privilegiado para autoridades.

Pelo texto, apenas os presidentes da República, da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal teriam a direto à prerrogativa.

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No ofício, os parlamentares citam o indiciamento da deputada Flordelis, acusada pelo assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Ré na justiça, ela não pode ser presa por ter imunidade parlamentar, que prevê prisão apenas em casos de flagrante de crimes inafiançáveis.

“O caso recente da Deputada Federal Flordelis, apontada como mandante do assassinato do marido, é mais um exemplo da necessidade da urgente aprovação da Proposta de Emenda à Constituição”, escreveram os senadores.

Aprovada no Senado em 2017, a PEC está pronta para ser votada no plenário da Câmara dos Deputados desde o fim de 2018 após passar pelas Comissões de Constituição e Justiça e Especial

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A deputada federal Flordelis dos Santos foi denunciada pelo Ministério Público do Rio como mandante do assassinato do próprio marido – o pastor Anderson do Carmo. 

Ele foi morto a tiros na madrugada de 16 de junho de 2019 na casa da família em Niterói, região metropolitana do Rio. A suspeita é que os filhos do casal também tenham participado do assassinato. 

Segundo o inquérito da Polícia Civil, o marido foi morto por questões financeiras e poder na família. 

Segundo a polícia, antes do assassinato a tiros, Flordelis começou a tentar matar o marido em maio de 2018, botando arsênico na comida dele. Ela foi denunciada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada.

 

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