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Bancada recebe Antídio

Oito deputados estaduais do MDB receberam o prefeito Antidio Lunelli na terça-feira (31), em Florianópolis.

02/09/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Bancada recebe Antídio

Divulgação

Exceto a deputada Ada de Luca, que estava em Brasília, todos os outros oito deputados estaduais do MDB receberam o prefeito Antidio Lunelli na terça-feira (31), em Florianópolis.

Um dos três pré-candidatos a governador pelo partido, Lunelli acautelou-se quando a data da eleição prévia para indicar o cabeça de chapa, a pedido da própria bancada emedebista, foi adiada para fevereiro. O prefeito interpretou como um movimento de “fritura” à sua pretensão de ser o sucessor de Carlos Moisés da Silva.

A reação do prefeito

Mas, Lunelli não se intimidou e partiu para o contra-ataque. Semana passada, recebeu o senador Jorginho Mello (PL), um forte candidato a governador, carimbando R$ 1,1 milhão para investimentos em asfalto.

E com quem posou para foto de mãos dadas e erguidas comemorando a verba. Ainda na terça-feira (31), depois do encontro com os correligionários, teve uma conversa de pé de ouvido com o ex-governador Raimundo Colombo (PSD), também pré-candidato. Em 2010 e 2014, o MDB foi fundamental para eleger e reeleger Colombo.

Reuniões mantidas

Sem garantias de que a eleição prévia ocorra mesmo em fevereiro (já foi adiada duas vezes), com a bancada do MDB o prefeito comprometeu-se a seguir com as reuniões regionais, fazendo-se conhecer um pouco mais e interagindo com lideranças do partido.

Na verdade, a bancada estadual, que está no governo é que é a base principal de sustentação de Moisés na Assembleia Legislativa, continua à espera de uma definição do governador. Se vai se filiar ao partido, se vai à reeleição por outra sigla, ou se vai disputar o Senado.

Daniela foca na AL

Com base eleitoral em Chapecó, a vice-governadora Daniela Reinehr (sem partido) retoma projeto político pessoal. Bolsonarista,

Daniela deve se candidatar a deputada estadual- o que já pretendia em 2018- por um partido bem próximo (se não o próprio PL) do senador Jorginho Mello (PL). Que, com ela, também atuou muito nos bastidores pela cassação do governador.

Discurso contra Moisés

Escanteada pelo governador Carlos Moisés (sem partido), já que trabalhou pela cassação do chefe do Executivo nos dois processos de impeachment,

Daniela Reinher adotou um discurso de críticas àquilo que denuncia como desvirtuamento de propósitos do governo. Acusando Moisés de se afastar de compromissos assumidos em 2018.

Discurso e prática

Discurso do presidente de honra do Podemos, Paulo Bornhausen, pré-candidato ao Senado: “Santa Catarina tem que voltar a sentar na mesa redonda do poder, sem cabeceira, a mesa onde o líder senta e fala de igual para igual com o presidente da República.”. De fato. Mas, perguntar não ofende: quando foi que nossa bancada federal em Brasília falou de igual para igual com um presidente da República? Nem com dois ministros: Jorge Konder Bornhausen (o pai, então no PFL) na Educação, no governo de José Sarney (MDB). E Luiz Henrique da Silveira (MDB), na Ciência e Tecnologia, no mesmo governo. Para SC, o resultado foi igual a zero!

Chamem o síndico!

O PSDB catarinense, que desde a volta das eleições diretas para governador, em 1989, nunca lançou um candidato próprio- foi apenas vice de Luiz Henrique da Silveira com Leonel Pavan- agora se divide em torno do apoio ao candidato do partido à presidência da República.

Já há um racha evidente entre o grupo que apoia o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e que com estiveram em Porto Alegre na segunda-feira (30). E simpatizantes de João Dória Jr, governador de São Paulo.

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