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Bancos em forma de pássaros em Jaraguá remetem à cidade italiana

O banco em forma de pomba que está na Chiesetta Alpina, em Jaraguá do Sul, com a face para o monumento e para a Itália, é também uma homenagem de Murer aos imigrantes vênetos e seus descendentes, que vieram originalmente à Colônia Luiz Alves

15/01/2020

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Bancos em forma de pássaros em Jaraguá remetem à cidade italiana

Qual a semelhança entre Jaraguá do Sul e Assis, na Itália, terra de nascimento de São Francisco de Assis? Aparentemente nenhuma. A cidade medieval italiana é famosa em todo o mundo por ter sido o berço de um dos santos mais queridos e populares da Igreja, onde milhões de pessoas a visitam anualmente, em especial a basílica, com suas riquíssimas obras de arte e também a tumba onde repousam os restos mortais de São Francisco.

Mas, o que une as cidades, agora, são os bancos com as pombas gêmeas, obras do genial escultor e pintor Franco Murer, que tem obras de arte na Chiesetta Alpina. Na Itália, Franco utilizou a madeira larice, comum nas montanhas dolomitas que foi transformada em um banco com duas faces em forma de pomba.

A madeira é de árvores destruídas por um severo evento climático havido em 2018 naquela região da Itália. E o banco em forma de pomba que está na Chiesetta Alpina, em Jaraguá do Sul, com a face para o monumento e para a Itália, foi feito com madeira dura da floresta brasileira.

As duas obras de arte tem um grande simbolismo. A pomba é o símbolo da paz, da esperança e da vida, como cita Franco Murer. Está também na Bíblia, no livro de Genesis. O artista esteve no início de novembro pela segunda vez na região, onde produziu e doou, junto com Celeste Scardanzan, mais um belíssimo afresco na parede aos fundos da Chiesetta.

Trouxe também a ideia do banco de madeira idêntico ao existente em Assis, na Itália, transformada em uma carpintaria da região. Franco assina as duas obras. No banco que está em Assis, instalado no início de dezembro de 2019, está gravado o nome de Jaraguá do Sul, com referência ao gemelar existente na Chiesetta.

O banco que está na Chiesetta é também uma homenagem de Murer aos imigrantes vênetos e seus descendentes, que vieram originalmente à Colônia Luiz Alves.

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