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Bolsonaro deve se filiar ao Partido da Mulher Brasileira (PMB)

O PMB nunca elegeu senadores ou deputados federais e tem apenas três deputados estaduais, no Amapá, Roraima e Ceará.

09/03/2021

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desistiu de criar o Aliança Pelo Brasil e está a um passo do Partido da Mulher Brasileira. Fundado em 2008, o PMB obteve registro no Tribunal Superior Eleitoral em 29 de setembro de 2015. Com o número 35, tem atualmente míseros 48.496 mil filiados no país. Desconhecido como o era o PSL em 2018. O PMB nunca elegeu senadores ou deputados federais e tem apenas três deputados estaduais, no Amapá, Roraima e Ceará.

Partido muda o nome

 Mas, se a filiação de Bolsonaro for oficializada, o partido mudará de nome para atrair aliados hoje abrigados em outras siglas. Em novembro de 2015 os primeiros filiados com assento no Congresso eram todos deputados federais homens egressos de outros partidos, inclusive do PT. O PMB foi criado por Suêd Haidar Nogueira, uma comerciante que já foi filiada ao PDT e PCdoB. Nascida no Maranhão e radicada no Rio de Janeiro, base eleitoral da família Bolsonaro.

Defesa dos homossexuais

O partido se define como sigla de “mulheres progressistas”, “ativistas de movimentos sociais e populares” e que, junto com homens, “manifestaram sempre a sua solidariedade com as mulheres privadas de liberdades políticas, vítimas de opressão, da exclusão e das terríveis condições de vida”. Posiciona-se contra a legalização do aborto, salvo nas situações já previstos em lei.  Apoia direitos dos homossexuais e se opõe a ideologia de gênero.

Bola dividida

O decreto do governador Carlos Moisés (PSL) impondo restrições nos fins de semana não agradou as instituições de controle e gestores da saúde e nem mesmo a própria secretaria estadual da Saúde. Que querem ampliar o universo de controle do coronavirus. Porém, o governador já sinalizou que não vai mais segurar sozinho a batata quente atirada por prefeitos de cidades como Joinville, Blumenau, Florianópolis e Jaraguá do Sul, por exemplo.

Ônus político

Ao contrário, pretende dividir o ônus político resultante de um lockdown mais prolongado com efeitos negativos impactantes sobre a economia local. Até porque se aos prefeitos não cabe descumprir o estabelecido em decretos do governador eles podem, sim, recrudescer ainda mais as medidas restritivas. Têm autonomia para isso. Em tempo: 2022 é ano eleitoral e não pensem que isso não pesa, mesmo em meio a devastadora pandemia que vivemos hoje.

Com respaldo

O governador é “gato escaldado”, já assumiu sozinho o desgaste político de outros decretos. Agora está respaldado pela base de apoio na Assembleia Legislativa e pela Federação das Indústrias nas palavras do presidente da instituição, Mario Cezar de Aguiar: “A contaminação não ocorre nas empresas, que adotam protocolos de segurança em ambientes controlados”. Lockdown total só se os outros 20 governadores com quem ele conversa, aderirem.

CDL de Joinville quer lockdown

Na contramão do segmento, cujo fechamento é contestado até mesmo pelo presidente da Fecomércio, o jaraguaense Bruno Breithaupt, a CDL de Joinville, em nota assinada pelo seu presidente, José Manoel Ramos, defendeu um lockdown total do comércio, indústria e serviço, sem exceções, até 14 de março para tentar conter a pandemia no município. Com supermercados abertos só para vender exclusivamente alimentos. Mas, o prefeito Adriano Silva (NOVO) reluta em fechar tudo como quer a CDL. Avalia, é claro, as consequências políticas futuras.

Deu chabu

Autoridades de todos os níveis se abalaram para Chapecó na sexta-feira (5) e para onde foi, também, o ministro da Saúde, Eduardo Pazzuello. Já que lá, segundo a secretaria estadual da Saúde, a situação é a pior de todo o Estado. Depois do tradicional discurso blá, blá, blá de quem não tem mesmo muito (ou nada) para dizer, Pazuello prometeu vacinas e foi embora. E a foto, que renderia bons dividendos políticos para candidatos em 2022, desvalorizou 100%. Já cantava Raul Seixas: “E vamos nós de novo/vamos na gangorra/no meio da zorra/ desse vai-e-vem”.

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