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Bombeiros de Guaramirim apresentam números e necessidade de construir nova sede

A ideia é que este ano a questão do terreno seja resolvida. A sede atual, pela projeção, seria vendida, por um valor já pré definido

12/05/2021

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Jornalista apaixonada por cultura e segurança pública

Bombeiros de Guaramirim apresentam números e necessidade de construir nova sede

Com 30 anos de fundação completados no dia 6 de março, os Bombeiros Voluntários de Guaramirim está à procura de um imóvel para a construção do novo quartel. Na reunião plenária presencial e virtual da Aciag, na segunda-feira (10), o presidente da corporação, Adilso Schmökel e o comandante Maicon Roberto Ewald apresentaram a situação atual e revelaram a necessidade da aquisição de um imóvel de no mínimo 5.000 m² para a construção do novo quartel e centro de treinamento, em local de fácil mobilização para o tempo-resposta às ocorrências, por conta da duplicação da BR-280 e da futura duplicação da SC-108 no trecho Guaramirim a Massaranduba, já anunciada pelo governo do estado, que obriga a fazer contornos mais longos.

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O presidente Schmökel mostrou que existem 64 bombeiros voluntários, dez efetivos Samu, dois efetivos administrativos e 12 bombeiros efetivos (contratados) para atender as ocorrências, cujo maior número é a pré hospitalar. O trabalho voluntário é uma doação à comunidade, o que em números, se fossem pagos, representaria R$ 714.050,00 no ano passado, um pouco aquém de 2019, que foi de R$ 715.683,00. São as horas dedicadas a salvar vidas e divisas.

“Somos uma atividade essencial. Em 2020, mesmo com a pandemia da Covid-19 e da necessidade de cuidados, as ocorrências diminuíram, mas muito pouco”, segundo Schmöke. A frota é formada por dez viaturas, entre caminhões e carros.

A corporação faz atendimento de urgências e emergências às 24h do dia, possui núcleo de ensino e instrução, faz palestras e treinamentos voltados à prevenção, tem o projeto bombeiros mirins e aspirantes, bombeiros nas escolas e participa de conselhos municipais.

A sede atual tornou-se pequena para comportar as necessidades e estruturas dos bombeiros. Existe espaço coberto para oito caminhões, ambulâncias e carros. Dois acabam ficando fora.

Locais estratégicos são levantados para futuras negociações de compra

A construção de uma nova sede não é assunto novo. Contudo, é uma necessidade premente, como registrou o comandante dos Bombeiros Voluntários de Guaramirim, Maicon Rodrigo Ewald. Não dá mais para expandir porque está estrangulada entre a Rua 28 de Agosto e o trilho. A ideia é adquirir um terreno com no mínimo 5 mil m² para construção de uma sede com 2,4 mil m² e mais o campo de treinamento anexado, projetada para atender nas próximas três décadas, pelo menos.

Ewald revelou que foi a possibilidade de uma sub-sede, mas a ideia foi abandonada porque haveria necessidade de uma estrutura praticamente idêntica à da sede. Hoje, com a duplicação da BR-280 ficou mais difícil o acesso no sentido Joinville, para onde ficam bairros populosos de Guaramirim, além da dificuldade de saída quando da passagem do trem que interrompe o tráfego, sem contar que o quartel fica em área aberta e causa incômodo à vizinhança.

“Estamos muito limitados, não temos como expandir”, registrou.

O terreno tem apenas 519 m² e a estrutura física tem 450 m² de área construída. A proposta é um terreno com 5.000 m² e construção de 2.400 m², com 18 vagas para a guarda das viaturas quando não estão em uso. Entre aquisição do terreno e construção, a projeção é de cinco anos, “mas já estamos um ano atrasados por conta de um imóvel que estava em conversação com a prefeitura, ao lado do Cedup, que acabou inviabilizado devido a implantação de mais uma tubulação de saída para o rio Itapocu, por conta da duplicação”, observou o comandante Ewald.

Ao lado existe um terreno que caberia bem ao projeto, outro no entroncamento da BR-280 com a Rodovia do Arroz (ao lado do Breithopf Caminhões) e um terceiro, próximo da ponte Ivo Silveira (Zimdars). São locais estratégicos que serviriam à necessidade da corporação. Agora deve ser mantido contato com os proprietários sobre o interesse de venda e ou doação. A ideia é que este ano a questão do terreno seja resolvida. A sede atual, pela projeção, seria vendida, por um valor já pré definido. A corporação tem também alguma reserva em caixa e o valor restante seria buscado junto às empresas e comunidade.

“Temos necessidade e pressa nisso. Temos poucas possibilidade de áreas ideais para a implantação do novo quartel, que não é mais um sonho, mas uma necessidade premente, diante da estrutura que já temos e a que deveremos ter nos próximos anos”, completou o comandante.

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