Cotidiano | 20/01/2026 | Atualizado em: 20/01/26 ás 11:55

Canecas de porcelana resgatam a memória das festas em Jaraguá do Sul

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Canecas de porcelana resgatam a memória das festas em Jaraguá do Sul

Fotos: Coleção Margot Pütjjer

Quem viveu, sabe. E quem guardou, tem em casa um pedaço da história viva de Jaraguá do Sul. As tradicionais canecas de porcelana que marcaram décadas de festas e festivais na cidade hoje são relíquias de valor afetivo incalculável, sobrevivendo nas estantes de quem tem carinho pelas lembranças que moldaram a identidade local.

Relíquias que contam histórias

Nas casas mais antigas, era comum encontrar uma ou mais canecas com estampas de eventos sociais, bailes e celebrações da comunidade. Elas não eram simples brindes, mas parte do ingresso para os festivais. Ao comprar o bilhete, o participante recebia também a caneca, que podia ser usada para servir chope, refrigerante, sorvete ou outras delícias oferecidas durante a festa.

Além da função prática, essas peças se tornaram recordações de momentos especiais. Com o tempo, passaram a ser símbolos de pertencimento, colecionadas com orgulho por quem participou desses encontros marcantes.

Muito mais que copos, são memórias

Os modelos variavam bastante. Algumas eram lisas e brancas, simples e discretas. Outras, traziam superfícies em relevo finamente trabalhadas, brasões de sociedades, logotipos de empresas ou desenhos temáticos. Muitas vinham acompanhadas da data do evento, o nome da festa e até frases irreverentes que capturavam o espírito da época.

Na prática, eram objetos do cotidiano transformados em guardiões da memória coletiva. Suvenires que mantinham vivos os risos, os brindes e os reencontros vividos durante as festividades que movimentaram Jaraguá do Sul, especialmente entre os anos 1970 e 1980.

Margot Pütjjer e sua coleção: um gesto de resgate afetivo

Foi com esse espírito de preservar o passado que a jaraguaense Margot Pütjjer compartilhou recentemente, no grupo “Antigamente em Jaraguá do Sul”, fotos de sua coleção pessoal de canecas comemorativas. O acervo, que reúne peças de diferentes eventos e épocas, chamou a atenção de muita gente que reconheceu ali parte da própria história.

Entre as canecas, estão lembranças do tradicional Baile do Chopp, da Noite Alemã organizada pelo Lions Clube, e também das comemorações dos 25 anos da WEG e da ARWEG, instituições que deixaram marcas profundas no desenvolvimento cultural e econômico da cidade. Há ainda exemplares ligados a escolas e festas comunitárias, como as da Escola Abdon Batista.

Cada caneca carrega uma memória única. E juntas, elas formam um mosaico afetivo do que foi, e ainda é, a essência de Jaraguá do Sul: uma cidade que valoriza suas raízes, suas tradições e as pessoas que ajudaram a construí-la.

Guardar é um ato de amor à história

A publicação de Margot rapidamente tocou outras pessoas. Nos comentários, muitos moradores relembraram suas próprias coleções e as histórias vividas ao lado dessas canecas. Como destacou Darci Moretti, “são memórias de tempos felizes, alegria e confraternizações”, mostrando sua própria coleção

Esse sentimento coletivo mostra o poder que objetos simples têm de conectar gerações. As canecas de porcelana são, sim, lembranças físicas, mas acima de tudo, são fragmentos emocionais de uma época mais simples, marcada pela união e pelo espírito comunitário.

Coleção Darci Moretti

Como isso impacta sua vida?

Se você vive em Jaraguá do Sul, é bem possível que tenha visto uma dessas canecas na cristaleira da avó ou na prateleira de um parente. Elas representam muito mais do que uma festa: são testemunhos de um tempo em que os laços sociais eram celebrados com intensidade, e as memórias se materializavam em pequenos detalhes. Resgatar essas histórias é um gesto de pertencimento, uma forma de manter viva a alma da cidade e fortalecer a identidade cultural de todos nós. E você, ainda guarda suas canecas antigas?

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Marcio Martins

Profissional da comunicação desde 1992, com experiência nos principais meios de Santa Catarina e no poder público. Observador, contador e protagonista de histórias, conheço Jaraguá do Sul como a palma da mão

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