Cotidiano | 03/03/2026 | Atualizado em: 03/03/26 ás 14:42

As capivaras de Jaraguá do Sul são fofas, mas não são pets! Entenda por que evitar contato com elas

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As capivaras de Jaraguá do Sul são fofas, mas não são pets! Entenda por que evitar contato com elas

Foto: Rutpratheep Nilpechr / Pexels

A capivara é, sem dúvida, um dos animais mais sociáveis de Jaraguá do Sul. Presente nas margens do Rio Itapocu, em parques e áreas verdes da cidade, ela vive em grupo, convive com diferentes espécies e se adapta com facilidade ao ambiente urbano.

Mas, apesar da aparência tranquila e da fama de “simpática”, é importante lembrar: por mais fofas ou acostumadas que estejam com a presença humana, elas continuam sendo animais silvestres. A aproximação não é recomendada e pode, inclusive, ser perigosa. Se se sentirem ameaçadas, podem reagir com mordidas – com riscos de transmissão de doenças.

E, para que essa convivência entre cidade e natureza aconteça de forma equilibrada, é fundamental entender como a capivara se comporta. Conhecer seus hábitos, sua organização social e suas características biológicas ajuda a evitar conflitos e garante respeito ao espaço desses animais.

Por isso, o JDV separou algumas informações importantes para entender melhor quem são as capivaras e, assim, aprender como conviver com elas em harmonia. Confira:

1. Sociável por natureza, mas selvagem por essência

A capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) é conhecida por viver em grupos organizados. Diferente de muitos animais silvestres que preferem o isolamento, ela costuma estar sempre acompanhada, formando verdadeiras famílias às margens de rios, lagos e áreas alagadas.

Os grupos geralmente têm um macho dominante, várias fêmeas e filhotes. Mas esse comportamento coletivo é estratégico. Viver em grupo aumenta a proteção contra predadores como onças, jacarés e sucuris, além de fortalecer a comunicação entre os indivíduos, que emitem sons semelhantes a latidos para alertar sobre perigos.

Em ambientes urbanos como Jaraguá do Sul, onde rios e áreas verdes fazem parte da paisagem, essa característica se torna ainda mais visível. Quem já passou pelo Parque Malwee, pela Via Verde ou por trechos próximos ao Rio Itapocu provavelmente já percebeu: raramente há apenas uma capivara sozinha.

Capivara adulta com filhote pastando em área verde de Jaraguá do Sul
Foto: Magali Guimarães / Pexels

A espécie é considerada o maior roedor do mundo, podendo ultrapassar 60 quilos e, em alguns casos, chegar a 100 quilos. Possui estrutura social bem definida, hierarquia clara e reprodução ao longo de todo o ano, com gestação de cerca de cinco meses e ninhadas que podem chegar a oito filhotes.

Mas é justamente aí que entram os limites. Apesar da imagem tranquila que circula nas redes sociais e dos memes que ajudaram a popularizar o animal, a capivara não é um pet. Ela não gosta de ser tocada e pode morder. Há registros de reações agressivas durante operações de resgate quando o animal estava acuado.

>> Confira um episódio recente de mordida do roedor em Jaraguá: Capivara morde biólogos e rasga calça em operação de resgate em Jaraguá do Sul; veja vídeo

Outro ponto importante é a questão sanitária. As capivaras podem ser hospedeiras de carrapatos, associados à transmissão de doenças como a febre maculosa. Por isso, a recomendação é: não tente contato, não ofereça alimento e mantenha distância segura.

2. Convivência pacífica com outras espécies

Outro ponto que reforça essa fama de “animal mais sociável” é a capacidade de convivência. A capivara é herbívora e se alimenta principalmente de capim, gramíneas e vegetação aquática. Por não disputar presas, costuma dividir espaço com aves aquáticas e outros animais. É comum observar pássaros sobre seu corpo, numa relação de mutualismo, em que as aves se alimentam de parasitas enquanto ajudam a manter o animal limpo.

Essa postura calma facilita a adaptação ao ambiente urbano e contribui para que sua presença seja percebida como parte da paisagem natural da cidade.

3. Presença marcante nas áreas urbanas de Jaraguá

Jaraguá do Sul reúne características ideais para a espécie. A cidade é cortada por rios, possui áreas de várzea, vegetação abundante e espaços verdes que favorecem o aparecimento da fauna silvestre.

Foto: Arquivo/JDV

A capivara é um animal semiaquático. Ela nada com facilidade, possui pequenas membranas entre os dedos que auxiliam no deslocamento na água e pode permanecer submersa por até cinco minutos. A água funciona como refúgio contra predadores, ajuda na regulação da temperatura corporal e faz parte da reprodução da espécie.

Além disso, a conectividade entre rios e áreas verdes facilita a dispersão dos grupos ao longo do município. Por isso, não é difícil encontrá-las em diferentes pontos da cidade.

4. Equilíbrio entre cidade e natureza

A presença constante das capivaras em Jaraguá do Sul também revela algo positivo: ainda existe conexão entre os espaços naturais e a área urbana.

Esses animais ajudam no controle da vegetação e fazem parte do equilíbrio ecológico local. Atualmente, a espécie é classificada como “pouco preocupante” em relação ao risco de extinção, mas isso não elimina a necessidade de respeito e preservação de seu habitat.

Conviver com fauna silvestre exige consciência ambiental e responsabilidade coletiva.

Como isso impacta sua vida?

Entender o comportamento da capivara em Jaraguá do Sul significa compreender como cidade e natureza compartilham o mesmo espaço. A sociabilidade da capivara pode gerar simpatia, render fotos e até virar símbolo informal da cidade. Mas ela continua sendo um animal silvestre, não domesticado e com potencial de transmitir doenças. Respeitar a distância, evitar contato e preservar áreas verdes são atitudes que protegem você, sua família e o próprio animal.

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Max Pires

Já criei blog, portal, startup… e agora voltei pro que mais gosto: contar histórias que fazem sentido pra quem vive aqui. Entre um café e um latido dos meus cachorros, tô sempre de olho no que importa pra nossa cidade.

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