Centro Integrado de Enfrentamento à Dengue define iniciativas para prevenção da doença no Oeste catarinense
Desde o início do ano, o Estado vem registrando um aumento expressivo nos casos de dengue
Jaqueline Moraes/SES
Nesta quarta-feira (6), o Centro Integrado de Enfrentamento à Dengue definiu na primeira reunião, diversas iniciativas para prevenção da dengue no Oeste catarinense.
Entre as recomendações, estão a periodicidade dos encontros entre os integrantes e a divisão das responsabilidades. As reuniões serão semanalmente.
“É de fundamental importância neste momento a adoção de medidas preventivas para estancar a proliferação do vetor, por isso a criação de salas de situação e a recomendação de decreto de situação de emergência nos municípios que se encontram em epidemia. Além disso, é preciso construir uma força-tarefa robusta na contenção da dengue no estado”, destaca o secretário interino de Estado da Saúde, Alexandre Lencina Fagundes.
Na ocasião, o secretário de Estado da Saúde, prefeitos e secretários das cidades em condição de epidemia pactuaram ações a serem intensificadas pelos municípios, como controle vetorial, o manejo clínico e a vigilância dos casos suspeitos.
Eles também acordaram que os municípios serão responsáveis por implementar e operacionalizar as ações discutidas, reportando dados e as dificuldades ao Centro Integrado.
“O principal objetivo neste momento é diminuir a velocidade da transmissão e evitar mais óbitos por dengue”, explica João Augusto Brancher Fuck, da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE/SC).
Conteúdos em alta
Desde o início do ano, o Estado vem registrando um aumento expressivo nos casos de dengue. Segundo a Dive, até o momento foram registrados 5.478 casos de dengue, onde 4.153 (76%) são autóctones, ou seja, a infecção aconteceu em território catarinense.
Santa Catarina já confirmou oito mortes pela doença e nove permanecem em investigação.
Sintomas de dengue
A transmissão da dengue acontece durante a picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado pelo vírus. Os sintomas podem surgir entre quatro a dez dia após a picada.
A primeira manifestação da doença normalmente é febre alta, entre 39 e 40°C, de início abrupto com duração de dois a sete dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, articulações e no fundo dos olhos.
Manchas pelo corpo estão presentes em 50% dos casos, podendo atingir face, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos também podem estar presentes.
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