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Chile enfrenta violentas manifestações

Já foi confirmado a morte de sete pessoas, todas durante saques: duas no incêndio de um supermercado e cinco em um incêndio e uma fábrica têxtil…

21/10/2019

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Chile enfrenta violentas manifestações

Chile está “em guerra”, afirmou no domingo à noite o presidente Sebastián Piñera, depois que o país foi abalado por três dias de manifestações violentas e saques que deixaram sete mortos e quase 1.500 detidos, na crise social mais grave em três décadas. “Estamos em guerra contra um inimigo poderoso, implacável, que não respeita nada nem ninguém e que está disposto a usar a violência e delinquência sem nenhum limite”, declarou Piñera após uma reunião com o general do exército Javier Iturriaga, que comanda a força de segurança em Santiago no momento.

O presidente explicou que Santiago e outras nove regiões das 16 que formam o Chile se encontram em estado de emergência, com 9.500 militares e policiais nas ruas. Ele confirmou que nesta segunda-feira, primeiro dia útil depois de três jornadas de distúrbios, serão abertas 27 estações da linha 1 do metrô, uma das sete que integram a rede da capital.

O metrô está fechado desde sexta-feira, depois que 78 estações e trens sofreram ataques, em um prejuízo calculado em mais de 300 milhões de dólares pela empresa estatal que administra o serviço. Mais cedo, o ministro do Interior, Andrés Chadwick, confirmou a morte de sete pessoas, todas durante saques: duas no incêndio de um supermercado e cinco em um incêndio e uma fábrica têxtil. A situação em Santiago provocou o cancelamento de centenas de voos no aeroporto, enquanto milhares de pessoas aguardavam nos terminais.

Entenda em seis pontos os distúrbios no Chile

  1. Governo anunciou um aumento de 30 pesos na tarifa do metrô, equivalente a 20 centavos de real
  2. Violência aumentou nos protestos a partir de sexta (18), após confronto com a polícia
  3. Chile decreta no sábado “Estado de Emergência” e Exército vai às ruas pela 1ª vez desde a ditadura
  4. Presidente chileno suspendeu o aumento na tarifa do metrô, mas os protestos seguiram
  5. Metrô de Santiago está fechado e o aeroporto da capital chilena tem voos suspensos
  6. Mais regiões do país terão toque de recolher, estado de emergência dura 15 dias e aulas são canceladas

Fonte: Exame/G1

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