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Coluna: À estaca zero

Com o “não” de Carlos Moisés (Republicanos) à indicação de Antidio Lunelli como o seu vice, o MDB volta à estaca zero. Devendo ir para a convenção estadual que homologará o destino do partido nas urnas de outubro longe de um consenso

29/06/2022

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Nascido em Blumenau, 70 anos, 55 de profissão, incluindo passagens pelo rádio. E em jornais diários como A Notícia (Joinville), Jornal de Santa Catarina (Blumenau) e O Correio do Povo (Jaraguá do Sul)

Coluna: À estaca zero

Com o “não” de Carlos Moisés (Republicanos) à indicação de Antidio Lunelli como o seu vice, o MDB volta à estaca zero. Devendo ir para a convenção estadual que homologará o destino do partido nas urnas de outubro longe de um consenso. Lunelli diz que manterá sua pré-candidatura na convenção marcada para 23 de julho. Aliás, ele tem esse direito, que lhe cabe como filiado ao partido. Mas se o grupo alinhado a Moisés for derrotado na convenção, a tendência é a de desobediência. E aí, como diz o dito popular, a vaca vai para o brejo de vez!

Exceções à regra

Se a política é, mesmo, a arte de engolir sapos, como disse o ex-governador de SC e ex- presidente do Brasil (por 21 dias), Nereu de Oliveira Ramos, o episódio mostra que há exceções. Moisés, em aceitando Lunelli, repetiria a chapa Lula/Alckmin. Nesse caso, um ex-presidente que não se importa em ter como parceiro alguém que, repetida vezes, o chamou de ladrão publicamente.

Quem perde mais?

Vídeos de Antidio Lunelli publicados em redes sociais com pesadas críticas a Moisés, chegaram à casa D’Agronômica, residência do governador e família. Em um deles o ex-prefeito de Jaraguá do Sul afirma que jamais entregaria as chaves do cofre de suas empresas ao governador. Moisés não tem nada a perder, exceto o orgulho próprio. Se derrotado, vai para casa curtir a vida. E ao MDB restará juntar os cacos.

Eleições

  • Napoleão Bernardes (PSD), candidato a deputado estadual, deve ter apoio do prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (Podemos). Que foi vice-prefeito no segundo mandato de Bernardes (então no PSDB) como prefeito do município. Uma parceria “autoexplicável”, disse Napoleão.
  • Municípios com mais de 100 mil habitantes, como Jaraguá do Sul (aqui no Vale do Itapocu), terão de esperar até 31 de julho de 2027 para receber a internet 5G. Guaramimim, com população em torno de 45 mil habitantes, em julho de 2028, ou em julho de 2029.
  • Municípios com populações menores, como Massaranduba, Schroeder e Corupá, em dezembro de 2029. A informação é das operadoras Tim, Vivo e Claro/OI, em audiência com deputados da Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia da Assembleia Legislativa.
  • A ex-senadora Ideli Salvatti (PT) foi chamada para tentar apaziguar os ânimos entre o senador Dario Berger (PSB) e o ex-deputado federal Décio Lima (PT). Ambos pleiteiam candidatura única (a deles) da esquerda catarinense ao governo do Estado. Sem chances de acordo.
  • O sinistro senador David Alcolumbre (União Brasil/AP) é autor de projeto que permite a políticos no exercício do mandato assumirem funções de embaixadores. Sem renunciar ao mandato. Tamanha barbaridade, que envolve 185 cargos, já tem a assinatura de 27 senadores.
  • Candidato ao Senado, onde tenta chegar pela segunda vez, Raimundo Colombo (PSD) chama para si o “eleitor responsável”. No horário da propaganda política do PSD, dá ênfase à necessidade de o eleitor votar em um senador competente. No caso, ele próprio.
  • A dupla Gean Loureiro (União Brasil) e Eron Giordani (PSD) tem sido vista com frequência em Joinville. Candidatos a governador e vice, é normal que cobicem os mais de 400 mil votos do maior colégio eleitoral do Estado. Até porque, lá, são ilustres desconhecidos dos eleitores.

Contorno sem recursos

As obras de contornos da linha ferroviária que liga Mafra ao porto de São Francisco do Sul, e que tem a Rumo/ALL como concessionária, foram novamente objeto de preocupação manifestada pela Federação das indústrias de Santa Catarina ao Ministério da Infraestrutura.  Na região, São Chico, Joinville, Guaramirim e Jaraguá do Sul são municípios cortados pela ferrovia, com desvios da linha postergados há décadas. E, de novo, SC não terá recursos para essas obras em 2023. Nem mesmo para tapar buracos da BR-280, entre Jaraguá do Sul e Mafra, trecho em que, a exemplo da ferrovia, há grande demanda de cargas.

(Foto: Arquivo/JDV)

Triste realidade

O sábado (25) marcou a 13ª visita do presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) a Santa Catarina. Quando não em férias, veio ao Estado participar de eventos políticos/religiosos, mas em nenhuma oportunidade mencionou investimentos federais em SC. Em nenhum setor. Até porque o que há por aqui, do orçamento da União, resume-se a migalhas. Mesmo assim, boquirrotos oportunistas, não por coincidência candidatos em outubro, aplaudem.

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