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Coluna: Brasil de ir e vir!

A História política brasileira sempre constroem personagens, partidos, grupos e ideias já vivenciadas em outros momentos. Somos reflexos de tempos anteriores.

29/06/2022

Por

Professor Pesquisador, Mestre em Educação, Especialista em Planejamento Educacional e Docência do Ensino Superior, Historiador e Pedagogo. Entusiasta da Educação

Coluna: Brasil de ir e vir!

Presidente por seis meses

Eleito em 1960 com 48% dos votos pela UDN (União Democrática Nacional), o paulista Jânio da Silva Quadros assumiu a presidência do Brasil em 31 de janeiro de 1961. Cargo que renunciou em 25 de agosto do mesmo ano.

Uma vassoura para Moralidade

A campanha de Jânio Quadros foi pautada em um discurso populista de moralidade e combate à corrupção, onde a vassoura era o símbolo para varrer a corrupção no país.

Um governo obscuro

O curto período do governo Jânio tem registros de ações controvérsias e demasiadamente confusas, ações como proibir o uso de biquínis nas praias, o uso de jumentos para pastar nos jardins do Palácio da Alvorada, foram algumas das decisões que fugiram do propósito assumido na campanha.

Partido Conservador

A UDN viu em Jânio Quadros sua oportunidade em chagar ao poder do Brasil e assim fortalecer sua legenda e seus representantes políticos, o que não esperavam era a independência e o não compromisso do Presidente com o partido. A UDN, intitulava-se de direita, por Deus, pela família e pela pátria.

Quantos presidentes mais?

Jânio recebeu votos de todas as camadas sociais do Brasil, que viram nele a possibilidade de ter dias melhores como cidadãos. A esperança de um governo que acabariam com a inflação, valorizasse nossa moeda e dessem condições de uma vida melhor.

Traição das promessas

Sua campanha foi pautada em promessas para melhorar a vida das pessoas, mas logo que assumiu congelou salários, desvalorizou nossa moeda e restringiu o acesso de fundos de crédito, ações em nome do equilíbrio da economia.

O risco do carisma

A figura caricata criada pelo político Jânio Quadros para atrair e ludibriar o povo, não difere de muitos de nossos presidentes. Essa tática assumida traz riscos para nossa Nação, pois acaba impedindo que o Eleitor enxergue a realidade.

Até hoje muitas dúvidas

Há muitas controvérsias a respeito da renúncia de Jânio Quadros, muitas hipóteses são defendidas, mas na certeza não temos um fator real que explique de forma clara os motivos, o que sabemos é que após sua renúncia seu vice não ficou na presidência e, logo na sequência o golpe militar de 1964.

E hoje? O que mudou?

Como historiador me permito afirmar que somente mudaram as pessoas que ocupam os lugares, as maléficas com erário pública, cada dia pior. Dinheiro público escorrendo pelos ralos por pura vontade de poder.

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